domingo, março 2

Dia 07 de março - CONFISSÃO


“Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef.5,14).


sexta-feira, 7 de março, Confissão com Padres da região. Prepare-se!


Quando o homem desperta-se e toma consciência de seus pecados, ao provar do desgosto, ele passa a não mais apreciá-los; isto marca o início do arrependimento. A partir de então, somente, ele poderá sentir em seu coração o verdadeiro arrependimento e ter a coragem de confessar seus pecados diante de um Padre confessor; a coragem de despir sua alma diante dele e de seu Senhor (que está invisivelmente presente e que recebe sua confissão); a coragem de expor todos os prazeres de sua alma, ancorando sua esperança na misericórdia de Deus: “Vê, Senhor, a minha alma está repleta de iniqüidades. Perdoa-me e ajuda-me!”


A QUARESMA nos possibilita tanto um tempo de conversão do coração quanto os caminhos para entender esse processo... Por caminhos de conversão entendemos a prática penitencial: jejum, oração, esmola, a leitura assídua da palavra de Deus. [leia mais]
por Ana Lúcia

Pensando, fazendo, sentindo o mal


O mal existente à nossa volta é resultante de nossa própria sintonia com os valores contrários ao bem. Na verdade, tudo na vida conspira a nosso favor!
Não se assuste o leitor. Não estou “tapando o sol com a peneira”, a conhecida frase popular. Os leitores podem pensar que estou cego, não enxergando a torrente de desafios, maldades, falcatruas, desonestidades, corrupção e inverdades que nos circundam a cada instante. Não, não estou cego. A maldade, a inveja, o ciúme, a corrupção e seus derivados, existem. Infelizmente, ainda convivem conosco.
Mas são eles frutos do orgulho, da vaidade, do egoísmo que ainda carregamos conosco. Afinal, a infelicidade só existe porque a permitimos. E permitimos quando adotamos condutas de revolta, de maledicência, de desonestidades. O quadro atual do planeta apenas reflete, coletivamente, o que vai dentro do coração... Que pena!
Por isso, não vale a pena perder tempo fazendo o mal, pensando no mal, sentido o mal. Alguns dias com mágoa no coração, por exemplo, podem significar anos futuros de sofrimento e enfermidade. Melhor não perder a oportunidade de pedir desculpas ou aceitar esquecer o mal que supostamente entendemos nos foi dirigido, mesmo que tenha sido proposital.
O erro é sempre marca profunda no coração daquele que o comete, apontando-lhe a deficiência de compreensão e a necessidade de cada um. É preciso pensar que ninguém precisa ser mau para que o que fez o mal seja punido. A Lei do Universo nos isenta dessa degeneração moral a fim de punir os que falham, valendo-se da própria maldade que eles mesmos demonstram ter, por ignorar tais leis em si próprios. Isso porque o mal que fazemos redunda em nosso próprio mal.
A vida deve ser um hino à bondade, pois só assim seremos capazes de estarmos envolvidos pelo cântico doce e inspirador do Bem que nos protegerá sempre. Nada do que fizermos, de bem ou de mal, ficará desconhecido no plano da Verdade que, ingenuamente, tentamos enganar. E, mais do que os fatos em si mesmos, tais feitos retornarão com as marcas indeléveis das intenções mais profundas que estavam dentro de cada um que agiu, quando e como agiu.
É pela intenção, mais do que pelo fato, que as leis da vida geram conseqüências, amparando ou deixando o indivíduo entregue aos seus próprios desatinos para que aprenda a respeitar a própria vida e seus semelhantes. É no sentimento que está a porta para a verdade e para a compreensão exata da vida. É no coração que se encontra a nossa sentença de condenação ou absolvição.
Melhor, pois, renunciar de causar prejuízos ao próximo. Seja pela ação, pelo pensamento, pela intenção. Cada um deles terá conseqüências próprias. Melhor, pois, renunciar de mágoas e ressentimentos, para perdoar, compreender, tolerar. Sem perder de vista a extensão da expressão prejuízos ao próximo. Quanta coisa cabe aí?!
Bom será percebermos a extensão do bem, o benefício do bem que podemos espalhar e fazer. Aí sim perceberemos que nós mesmos podemos construir a felicidade que desejamos. Afinal toda colheita é fruto de semeaduras...


Orson Peter Carrara- Matão-SP

sábado, março 1

“EU ME DEIXAREI ENCONTRAR


O que fiz com boa intenção, foi mal interpretado... por um beija-flor...

Ontem, um deles teve problemas, voou para dentro da garagem e ficou perdido.
A porta por onde entrou continuava aberta... mas ele não conseguia vê-la...insistia em bater a cabeça contra a janela fechada. Estava determinado a sair, mas, sua determinação não quebrava o vidro...
Então tentei... abri a janela, esperando que voasse por ela, mas não voou. Ele escalou o friso da janela quando ela subiu. Cutuquei-o com uma vara, tentando fazê-lo voltar pelo mesmo caminho e ser livre. Mas não voou. Ele não se moveu... em vão tentei com um movimento mais forte fazê-lo voar para frente, mas agitou-se para trás, ficou preso entre duas placas de vidro... Não tive escolha...enfiei minha mão pela abertura, agarrei algumas penas e o puxei para fora. Tenho certeza que ele não apreciou o puxão, mas pelo menos estava livre.

(-Tive um dia terrível. Fiquei preso numa sala enorme, com uma falsa saída... eles fizeram aquilo ter aparência de um buraco, mas não era...depois tentaram me esmagar com aquela plataforma móvel... o sujeito maior e feio veio atrás de mim com uma vara... eu me esquivei...mas caí na armadilha deles, um quarto estreito com paredes invisíveis... aí veio o feio com os dedos... estava querendo meu pescoço... mas assim que saí me livrei dele fugi... se não eles iam ter um beija-flor no jantar...)

Se ao menos o passarinho soubesse que eu estava aí para ajudar...se ao menos soubesse que eu estava ao lado dele... se ao menos compreendesse...
Se ele ao menos soubesse... eram minhas palavras para o beija-flor!

Se você ao menos soubesse... Todos os dias, a MÃO estendida por Deus é mal interpretada, como se fosse pra ferir...
Se você ao menos soubesse que “eu vim para salvar e não para condenar...”.
Se ao menos pudéssemos aprender a confiar Nele...
Mas como é difícil...
Trememos como o pássaro na borda da janela... rejeitamos e afastamos a mão que chega para afagar...ingenuamente.

Se ao menos soubéssemos...quando Ele lavou os pés dos discípulos estava lavando os nossos, quando acalmou a tempestade deles estava acalmando as nossas, quando perdoou Pedro era a cada um de nós que perdoava. Se ao menos você soubesse... e pudesse confiar que Ele lhe deseja o melhor sempre... Confiar que Ele está falando sério quando afirma:


“Bem sei os pensamentos que penso de vós... pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais... vocês me procurarão e me encontrarão se me buscarem de todo coração, eu me deixarei encontrar e mudarei a sorte de vocês...” Jeremias 29.

O MILHO E O FUBÁ - Responsabilidade



Minha filha adolescente dá um trabalho... Tira notas baixas na escola e quando vou reclamar ela diz com todas as letras:

- Todo mundo foi mal. Até mais do que eu.

Reclamo que ela não estuda, que fica tempo demais na internet. E ela é infalível: “Os outros alunos também ficam.”No final de semana sai com as amigas. E eu fico na orelha para que ela não ande no carro dos amigos mais jovens, que ainda não têm noção do perigo e que bebem nas festinhas. “Ah, pai, todo mundo anda!”Quer festa de aniversário. Vai convidar os amigos. Menores. Digo que não vou deixar servir bebidas alcoólicas. Lá vem bomba: “Mas em todas as festas que eu vou eles servem!”Aí chegam as provas de final de ano. Resultado: dependência. As malditas “depês”. Pulo na garganta dela, só para ouvir: “Os outros também ficaram.”E quando ela vem com suas desculpas de adolescente, mando o velho:- Quando você vai com o milho, já voltei com o fubá.

E assim levo a vida, em constante atrito com a aborrescente. Até ela amadurecer e entender que existe uma coisa chamada “responsabilidade”, e que não deve usar o comportamento da maioria de seus amigos como justificativa para seus erros e omissões.

Esse talvez seja o maior desafio dos pais: desenvolver o senso de responsabilidade nos filhos. E também o ensinar como utilizar a prática da paridade. Paridade é uma comparação que prova que uma coisa é igual a outra, ou semelhante. É por meio dela que entendemos o mundo. A gente vê ou ouve as coisas e exercita a paridade, comparando o que vemos ou ouvimos com o que conhecemos. Esse exercício comparativo - com base em nossos valores e convicções - é que fundamenta nossos julgamentos. Consideramos algo bom ou ruim a partir dessas comparações.

O que minha filha faz é um exercício de paridade de adolescente. Quando reclamo das notas baixas ela compara com os outros amigos. E conclui que o problema não é só dela, é da maioria. Portanto deve ser normal. E se é normal, não deve ser tão ruim... “Ah pai, não exagera!” Seu conceito de “responsabilidade” ainda não amadureceu para entender que a normalidade não se determina pelo comportamento dos outros. Nem da maioria. Fosse assim, trezentos torcedores de um time trucidando um torcedor do time adversário seria normal. E esse mau uso da paridade não é problema exclusivo dos adolescentes, não. Olhem o caso dos gastos com cartões corporativos do governo. Um escândalo que traz à luz mais uma vez um exercício da paridade dos adolescentes feito por adultos. Alguém apontou comportamento errado dos integrantes do governo? Compare com o governo anterior. Não importa se o PT governa desde 2003. Importa é ver se os outros também tiraram notas baixas: “Ah, mas no tempo do FHC gastava-se mais!”. “O mensalão foi criado na época do FHC! “Só aceito CPI se ela cobrir também a época do FHC!”...O Brasil é um país adolescente. Nossa democracia é adolescente. Mas nossos políticos são bem crescidos. Não podem usar justificativas adolescentes para seus atos. Ah, os problemas estão sendo encontrados? A CPI vai ser criada? A ministra já caiu? O ministro já devolveu o dinheiro? O governo está fazendo tudo pela moralidade? Temos transparência?

- Quando vocês vêm com o milho, já voltei com o fubá.

Mas digamos que tudo isso fosse verdade e que providências estão sendo tomadas. Ainda assim teríamos uma grande encrenca, pois o pior problema não dá pra contabilizar: o exemplo que está sendo passado para nossos filhos, de que os erros passados justificam ou atenuam os atuais. Não justificam. Não atenuam.

Responsabilidade. É isso que explico todo dia para minha filha. E haja milho...

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida”


DOMINGO 02/03/08 – – Cor Litúrgica: roxo1ª Leitura: I Samuel 16. 1.b. 6 – 7. 10 - 13aSl: 22/232ª Leitura: Efésios 5, 8 - 14Ev. João 1, 1 – 41

O prólogo do Evangelho, segundo, João afirma que “a vida era a luz dos homens. Essa luz brilha ns trevas, e as trevas não conedguira apagá-la” (1, 4-50). O capítulo 9 de João, desenvolve esse tema. Além disso, esse capítulo é um aprofundamento daquilo que Jesus afirmou em 8,12: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida”.A experiência do cego acontece em Jerusalém (conforme 10,22). A luz do mundo ( que é Jesus) entra em conflito com as trevas (as lideranças político-religiosas). O capítulo 9 revela, ainda, a dura situação em que vivia a comunidade do Discípulo Amado na época em que foi escrito o evangelho de João. De fato, o cego curado é expulso do convívio social (9,34). Esse fato recorda a decisão que a lideranças político-religiosas tomaram após a destruição de Jerusalém no ano 70: quem reconhecesse Jesus como o Messias deveria ser banido e perseguido.



Devemos nos permitir ser movidos pela fé. Mas uma fé autêntica que, como tocha de luz, nos guie no caminho da adesão a Jesus. Uma fé que nos fortaleça e nos encoraje a testemunhar as maravilhas que Jesus tem realizado em nossas vidas. Uma fé que não nos permita acovardar-se diante dos riscos oriundos de nosso testemunho diante daqueles que não fazem pcção pela vida. Aderindo e testemunhando a Jesus, estaremos, pois, escolhendo a vida.

por Prof. Diácono Miguel A. Teodoro
Fonte: http://www.teologiafeevida.com.br