quinta-feira, novembro 27

98º aniversário da Paróquia do Senhor Bom Jesus













Dia 1º de dezembro a Paróquia do Senhor Bom Jesus comemora seu 98º aniversário.
Não teremos muitas festividades. As missas serão celebradas em Ação de Graças ao seu aniversário.
Neste final de semana, Padre Paulo comunicará a existência do novo Site da Paróquia em construção: http://www.paroquiamineiros.com.br/ , que substituirá este BLOG, e ainda, abrirá o concurso do Logotipo do Centenário da Paróquia em 2010.

Todos com habilidades artísticas, ou que se sintam com vontade de colaborar, estão convidados a participar.

O Valor do Natal



Como já está terminando o ano escolar, as crianças pedem um prêmio porque entregaram os boletins escolares e se qualificaram para a próxima série. Normalmente meus filhos pedem que eu lhes compre brinquedos ou coisas que os atraem, e normalmente eu não compro, não só porque às vezes excede o preço que posso pagar, mas também porque o deixo como um desafio para os filhos de que se eles realizam isso bem, então ganharão um prêmio.
Em um destes dias de muito calor eu ia de carro com meu filho do meio quando passamos em frente a uma sorveteria, e ele me pediu que lhe comprasse um sorvete porque terminaram as aulas. Um sorvete é o presente mais barato que alguém pode dar ao filho, e não necessita que se espere o fim das aulas para dá-lo. Porém me chamou a atenção a expressão de alegria no meu filho só porque eu aceitei a proposta.
Depois de eu lhe comprar o sorvete, ele me agradeceu e disse em voz alta: "Que férias legais vou ter dessa vez !". Me surpreendi com o que um simples sorvete podia fazer. E então pensei nos valores que inculcamos em nossos filhos para este Natal.
Será que nossos filhos gostam dos detalhes do Natal, preparar o presépio, pôr os enfeites, preparar o pasto para as ovelhas, fazer juntos em família o presépio, preparar a estrela de Belém com papéis brilhantes. Ou será que vamos em uma loja, compramos o presépio e mandamos a empregada colocar em um canto da casa, ou talvez o montemos sem grande interesse.


Fiquei surpresa ontem quando, na escola onde trabalho, ao preparar o painel para o final de ano, um aluno quis me ajudar, e diga-se de passagem que é um dos mais peraltas da escola. Mas isto não vem ao caso. Ele ficou fascinado em armar a árvore de Natal, em preparar o presépio no painel. Perguntei se ele ajudava sua mãe a preparar a árvore de Natal e, simplesmente, não me deu resposta. Fiquei imaginando como seria o Natal para essa criança, será que um dia alguém lhe falou sobre Jesus, sobre o significado dessa Festa tão bonita, tão colorida e iluminada? Talvez. Mas pude perceber seus olhinhos brilharem a cada laço que colocava na árvore. Talvez esse dia seja inesquecível na vida desse garoto. Talvez ele vá lembrar o resto de sua vida e eu farei parte dessa pequena parte de sua história.
Penso que se mostramos a nossos filhos, nossos alunos, o valor do Natal através desses pequenos detalhes, valorizarmos a cena de uma reunião familiar em toda Noite Feliz, pois se o Natal só serve para aplacar os pedidos de presentes das crianças, por mais carrinhos de brinquedo sofisticados que lhes compremos, estes não servirão para passar-lhes o verdadeiro espírito natalino.
Que lhes parece se em vez de superficialidades mostrarmos aos pequenos, e porque não aos adultos que convivem conosco, que o Natal é passar esse dia com o amor familiar, é perdoar, é alegria, é ter paz interior, é esperança de que o amanhã será melhor porque existe Jesus, porque realmente a mais de 2000 anos um pequeno menino nascido de uma virgem, casada com um carpinteiro chamado José, nasceu para nos salvar, para nos dar a oportunidade de sermos bons, de fazer as coisas bem, de sermos honestos, de sermos respeitosos e obedientes com nossos pais, de sermos carinhosos e agradáveis com os demais, de entregar um sorriso às pessoas que convivem conosco.
Isso e muitas coisas mais, podemos ensinar como sendo o valor de um Natal.




Advento
O Tempo do Advento é uma época para preparar com alegria e devoção o nascimento de Jesus Cristo.






Adaptado do site http://www.portal/ da família.org
escrito e adaptado por Ana Lúcia Felipe

quarta-feira, novembro 26

DOMINGO I DO ADVENTO



Leitura do Livro de Isaías (Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7)
Vós, Senhor, sois nosso Pai e nosso Redentor, desde sempre, é o vosso nome.
Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração, para que não Vos tema?
Voltai, por amor dos vossos servos e das tribos da vossa herança. Oh, se rasgásseis os céus e descêsseis! Ante a vossa face estremeceriam os montes!
Mas Vós descestes e perante a vossa face estremeceram os montes.
Nunca os ouvidos escutaram, nem os olhos viram que um Deus, além de Vós, fizesse tanto em favor dos que n’Ele esperam.
Vós saís ao encontro dos que praticam a justiça e recordam os vossos caminhos.
Estais indignado contra nós, porque pecámos e há muito que somos rebeldes, mas seremos salvos.
Éramos todos como um ser impuro, as nossas acções justas eram todas como veste imunda. Todos nós caímos como folhas secas, as nossas faltas nos levavam como o vento.
Ninguém invocava o vosso nome, ninguém se levantava para se apoiar em Vós, porque nos tínheis escondido o vosso rosto e nos deixáveis à mercê das nossas faltas.
Vós, porém, Senhor, sois nosso Pai e nós o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos.



Salmo 79 (80), 2ac e 3b. 15-16.18-19 (R. 4)
Pastor de Israel, escutai,Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei.
Despertai o vosso poder e vinde em nosso auxílio.
Deus dos Exércitos, vinde de novo,olhai dos céus e vede, visitai esta vinha
Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,
o rebento que fortalecestes para Vós.
Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,
sobre o filho do homem que para Vós criastes;
e não mais nos apartaremos de Vós:
fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
(1 Cor 1, 3-9)
Irmãos:
A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito, pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus.
Porque fostes enriquecidos em tudo: em toda a palavra e em todo o conhecimento; e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo. De fato, já não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele vos tornará firmes até ao fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 13, 33-37)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
« Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento.
Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse.
Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir.
O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai! »

REFLEXÃO


No ano B seguiremos o Evangelho de Marcos.
O primeiro dos evangelhos escritos e fonte provável dos outros sinópticos.
Marcos não se propõe escrever um tratado de teologia mas comunicar alegremente a Boa Notícia de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus.
O núcleo desta Boa Notícia é o reino de Deus, que deve ser acolhido com uma atitude de conversão e de fé.
A sua mensagem teológica tem três centros: a boa nova, como marco global;o reino de Deus como conteúdo do anúncio de Jesus; e o próprio Jesus, como lugar de encontro com o reino.
O ponto de convergência é único: O encontro pessoal com Jesus.


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento.




Não é uma chamada à angústia, é um convite à esperança, a revitalizar a fé.
Não sabemos a hora, mas sabemos que todas as horas são boas para nos abrirmosà Palavra e para comprometer a existência.
Deus tem a sua hora. Não tem pressa. Vem no seu momento. Talvez quando menos O espero e como menos O imagino. Pode ser que venha como alegria ou como dor, como luz ou como inquietude, como palavra ou como pão. Pode chegar quando trabalho ou quando descanso, quando estou só ou em companhia, quando O espero com ânsia ou quando menos O espero...


Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse.



A nossa vida é um talento confiado, uma tarefa atribuída. É comprometer-nos com o presente, com perspectiva de plenitude e eternidade, com o olhar posto em Jesus.Como espero o Senhor em cada dia? Quer ser esperado com as portas abertas, com mãos trabalhadoras, olhos limpos e abertos, ouvidos atentos e coração expectante e cheio de ternura.
O medo, a angústia, a ansiedade, a desconfiança, não são atitudes adequadas para O esperar.

Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha;


Vigiar é escutar o que o coração me diz. Escutar o latido da vida, das pessoas que estão a meu lado, dos acontecimentos de cada dia. Palpar as coisas, as situações, as pessoas que me interrogam. Confiar que na provação e na dor Deus não desapareceu. Crer que Deus me sussurra a sua presença e proximidade. Vigiar é desejar Deus, esperá-l’O, abrir os olhos a tudo o que me rodeia. Viver cada dia em plenitude.

Não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir.

A tentação pode ser estar adormecidos inclusive pela nossa fé: adormecermos sobre uma vida cristã que consideramos adquirida de uma vez por todas.É necessário estar despertos. Despertos, mas a sonhar. O Advento oferece-nos uma nova oportunidade. Hoje voltamos a sonhar. Esquece o conformismo, o costume e a rotina. Sê pessoa positiva, criativa, criadora, alegre...O que é que me adormece? De que me tenho que despertar?.





Jesus amplia o grupo dos seus destinatários, dirige-Se aos seus seguidores e seguidoras de todos os tempos.
Quem escuta a mensagem de Jesus e se deixa interpelar sinceramente pela sua palavra é fácil que sinta um chamamento a despertar, uma força capaz de humanizar, libertar, dar sentido e alegria à sua vida e à dos outros.


Chega de dia, chega de noite.
Espera-se pela porta, chega pela janela.
Procuramo-l’O com alegria, chega com a sua cruz.
Estamos de guarda, chama-nos de dentro.
Seguimos pistas, mas Ele chega por novos trilhos.
Chega quando triunfamos e nos acompanha nos fracassos.
Chega quando é desejado e apresenta-Se quando não se espera.
Chega no silêncio e no áspero e abrasador vento.
Chega também na multidão e no ruído.
Chega através de todas as caras que encontramos ao longo do dia no nosso caminho.
Chega a cada instante.
Chega em cada lugar.
Ali onde estamos, ele está.
Fiel à tua palavra
já estás à nossa espera.
Ulibarri Fl.

GESTO PARA O INÍCIO DO ADVENTO.




Com o 1º Domingo do Advento, começa o ano litúrgico. Para os cristãos, é esta a altura propícia para se desejar um bom ano. O 1º Domingo do Advento é o momento oportuno para apresentar o desenrolar de um ciclo litúrgico no seu conjunto. Descobrir este caminho de oração, comum aos católicos do mundo inteiro, permite falar também da importância da prática regular. É tempo para tomar boas resoluções para o novo ano, o ano litúrgico.


A liturgia do primeiro Domingo do Advento convida-nos a equacionar a nossa caminhada pela história à luz da certeza de que “o Senhor vem”. Apresenta também aos crentes indicações concretas acerca da forma devem viver esse tempo de espera.
A primeira leitura é um apelo dramático a Jahwéh, o Deus que é “pai” e “redentor”, no sentido de vir mais uma vez ao encontro de Israel para o libertar do pecado e para recriar um Povo de coração novo. O profeta não tem dúvidas: a essência de Deus é amor e misericórdia; essas “qualidades” de Deus são a garantia da sua intervenção salvadora em cada passo da caminhada histórica do Povo de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso activo e efectivo com a construção do Reino.
A segunda leitura mostra como Deus se faz presente na história e na vida de uma comunidade crente, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos crentes que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus.