terça-feira, abril 29

A BÍBLIA E O CELULAR


Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos umas olhadas nela o dia todo?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório…?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Mais uma coisa: ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal.Ela “pega” em qualquer lugar. Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não tem fim.E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” – Is 55:6.Que este dia dedicado à Bíblia não seja apenas um dia, mas todos os dias. Ela é o manual para a vida eterna juntamente com o seu autor, Jesus Cristo. Dedique-se a conhecer a Bíblia como se empenha a conhecer o seu celular.

Bíblia é livro pouco conhecido


... apesar de ser o mais traduzido

CIDADE DO VATICANO, 28 ABR (ANSA) - A Bíblia, apesar de ser o livro mais difundido e traduzido no mundo, com versões em 2.454 idiomas, continua sendo quase desconhecida em muitos países que se dizem católicos, segundo pesquisa encomendada pela Federação Bíblica Católica apresentada segunda-feira (28) no Vaticano.Participaram da pesquisa 13 mil pessoas de nove países: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Rússia. Somente 14% dos italianos entrevistados deram respostas corretas a perguntas básicas de conhecimento sobre a Bíblia, como "Os evangelhos são parte da Bíblia?", "Jesus escreveu livros da Bíblia?" e "Quem, entre Moisés e Paulo, era um personagem do Antigo Testamento?".Os resultados não foram muito melhores nos outros países: somente 17% souberam as respostas nos Estados Unidos e na Inglaterra, 15% na Alemanha, 11% na França e 8% na Espanha. Os mais bem classificados foram os poloneses, com 20% de respostas corretas, e os piores foram os russos, com 7% de acertos.Apesar disso, 75% dos norte-americanos afirmaram ter lido passagens da Bíblia nos últimos 12 meses, sendo que somente 27% dos italianos disseram o mesmo. França e Espanha tiveram respectivamente 21% e 20% de leitores da Bíblia.Quanto a freqüentar a igreja, 32% dos italianos disseram fazê-lo, contra 55% dos poloneses e 45% dos norte-americanos. Entre os católicos ortodoxos russos, somente 6% vai a missa a cada domingo.A maioria dos entrevistados afirmou ter a sensação de contar com a proteção de Deus: 86% de norte-americanos, 79% de poloneses e italianos, 78% de russos e 65% de espanhóis, sendo que a França registrou o menor número com somente 47%.Para 34% dos poloneses, 27% dos norte-americanos, 23% dos italianos e 21% dos russos, os textos bíblicos devem ser considerados a "palavra de Deus" e, portanto, ser interpretados ao pé da letra e não de maneira crítica. A Bíblia tem versões traduzidas para 2.454 idiomas, mas a tradução completa (incluindo o Antigo e o Novo Testamento) está disponível apenas em 438 idiomas. O Novo Testamento foi traduzido para 1.168 línguas e 848 outros idiomas têm pelo menos um livro bíblico.

domingo, abril 27

Bombeiros voluntários de SC mantêm buscas pelo padre Adelir


Os Bombeiros Voluntários da Penha, no litoral norte de Santa Catarina, intensificaram neste domingo as buscas pelo padre Adelir Antônio de Carli, desaparecido desde o último domingo (20) no litoral de Santa Catarina, enquanto tentava bater um recorde ao voar preso a balões de gás hélio.
Apesar de a Marinha e da FAB (Força Aérea Brasileira) não participarem das buscas pelo padre --a Marinha encerrou a procura às 12h deste sábado (26)-- os bombeiros devem continuar a operação por, ao menos, mais uma semana. "Nosso objetivo é continuar as buscas até encontrá-lo", afirmou um oficial do Corpo de Bombeiros Voluntários da Penha.
Para a operação, os bombeiros contam com duas lanchas, um helicóptero, e cerca de 40 pessoas. As buscas acontecem nas áreas próximas à ilha de São Francisco do Sul, como Praia Vermelha, Barra Velha, Balneário Barra do Sul, entre outras praias. Os bombeiros vasculham também as matas e morros da região.
Para os bombeiros, ainda há esperanças de que o padre seja encontrado com vida, já que ele havia levado mantimentos suficientes para ao menos uma semana, e tinha conhecimentos sobre sobrevivência na mata. Ontem, foi encontrado mais um balão na Praia Vermelha o que, para os bombeiros, reforça as expectativas de encontrar o padre Adelir ainda com vida.
Buscas
Na última quinta-feira (24), a família do padre Adelir Antônio de Carli alugou um avião bimotor para reforçar as buscas pelo religioso. A aeronave saiu de Curitiba e vistoriou a costa desde o litoral norte catarinense, onde o padre fez os últimos contatos por celular antes de cair no mar.
"Temos certeza que ele está vivo. Por isso, alugamos o avião", disse o irmão do padre, Marcos de Carli nesta quinta-feira. Ele pediu que a população não pare de rezar pela localização do sacerdote.






Fonte: Folha Online

Por favor... continuemos dizendo SIM À VIDA!


Nota do Editor


O Portal Senhor Bom Jesus assume-se como um defensor dos valores cristãos que pautam, ou deveriam pautar, a sociedade. Um desses valores é a defesa da vida humana e por isso assumo a minha posição contra crimes violentos e hediondos por considerar que somos todos filhos do mesmo Pai e não temos o direito de tirar a vida de seres inocentes e indefesos, como o de Isabella e tantos outros.

Fico chocada quando vejo que em vez de se investir numa política preventiva das graves situações que levam uma mulher ou um casal a recorrer ao aborto ou um assassinato só porque esse ser "me atrapalha", prefere-se apostar numa situação humanamente incorreta. O ditado popular diz que "mais vale prevenir do que remediar". Ainda assim, estamos mais uma vez remediando a situação que se vive no Brasil e no mundo. As políticas de prevenção, educação e sensibilização, e as medidas sociais de apoio às mães e aos casais com dificuldades falharam ou talvez nem tenham sido postas em prática. Deste modo, prefere-se investir em abortos, por ser mais fácil e com resultados imediatos, em sensacionalismo, como é o caso deste crime bárbaro que a todo momento vemos estampado nos jornais ou na TV.

Não defendo a humilhação nem faço, com estas minhas palavras, uma crítica às pessoas que em desespero viram na violência ou no aborto uma saída para uma situação das suas vidas. Jesus disse «Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.» (Lc 6,37)

No entando, aos pais que um dia virão a considerar a hipótese de se livrarem de seus filhos ou pessoas próximas a eles, também a esses vos deixo as palavras de Isabel a Maria quando do anúncio da sua gravidez: «Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»» (Lc 1, 42-45)


Reconstituição atrai poucos curiosos


A ausência do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá na reconstituição da morte da menina Isabella, 5, afastou os curiosos da rua Santa Leocádia onde fica o prédio de onde o crime ocorreu. Na esquina com a rua Ataliba leonel, onde a Polícia Civil montou um bloqueio, apenas 3 cartazes pediam justiça na tarde de hoje. Os gritos dos manifestantes só ocorriam quando as câmeras de TV se aproximavam.

A Polícia Civil realiza neste domingo a reconstituição da morte de Isabella, morta no último dia 29 ao ser jogada do apartamento de seu pai, no sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. A rua foi interditada por volta da meia-noite deste sábado para a realização da simulação.A estudante Renata Nogueira, 16, que estudou no mesmo colégio de Ana Carolina de Oliveira (mãe de Isabella), chegou às 8h da manhã com um cartaz e enfrentou, de preto o sol, até o meio-dia. "É importante pedir justiça, fazer essa homenagem. Não estou com calor, o bom é que o sol até dá uma queimadinha", disse.

Além dela, cerca de 40 pessoas se concentravam no local. Ao menos 20 eram funcionários do empresário Renato Tadeu Geraldes, 55, fundador da organização católica Exército de Santo Expedito. "Viemos trazer uma mensagem de paz para as pessoas que vieram pedir justiça", afirmou. Um dos funcionários dele era um fotógrafo que documentava todas as vezes que Geraldes falava com a imprensa. A quem passava pela avenida, o exército distribuía a revista da organização, produzida pela gráfica do empresário.


Viagem longa

De Ponte Nova (MG), há cerca de 750 quilômetros de São Paulo, veio o publicitário André Luiz dos Santos, 47, que passou toda a manhã amarrado a uma cruz de 25 kg e com uma mordaça. Ele carregava um cartaz que dizia: "Fui assassinada pelo amor do meu pai e pelo meu pai, Izabella", com "z", apesar de que o nome da menina se escreve com "s". "Se continuarem matando nossas crianças, vamos virar um país de velhos, como a Itália e a França", disse.


O sorveteiro João Fernando neves, 60, ficou decepcionado com o pequeno movimento na rua Santa Leocádia. "Vim para ver e para vender, mas o movimento está muito fraco", afirmou. Antes do meio-dia, ele foi embora para outro local procurando maior movimento.


Um morador do primeiro andar do edifício London (zona norte de São Paulo) participa da reconstituição da morte da menina Isabella Nardoni, 5, morta no último dia 29 ao ser jogada do apartamento de seu pai. O morador telefonou para o resgate para pedir socorro para Isabella na noite do crime.

Da janela do seu apartamento, o morador orienta os peritos sobre a visão que teve do corpo de Isabella --que caiu no jardim do prédio após ser jogada pela janela.Ao todo, quatro moradores e o porteiro do prédio devem participar da reconstituição. Na primeira parte da simulação, a polícia simulou a queda de Isabella.

Um homem --com peso e tamanho compatíveis com o de Alexandre Nardoni, pai de Isabella-- passou uma boneca pela tela de proteção do quarto dos irmãos da menina. Em seguida, ele soltou a boneca --que não caiu porque estava presa a cordas. A simulação chocou os jornalistas que acompanham a reconstituição.

Para fazer a cena, o homem primeiro passou as pernas da boneca, depois o corpo e, em seguida, soltou primeiro a mão esquerda e depois a direita. A boneca teria peso e tamanhos iguais ao de Isabella.A tela de proteção usada na reconstituição não é a original, que foi retirada para análise. Para fazer a simulação, a perícia usou a tela que estava no quarto de Isabella e colocou no quarto dos irmãos --de onde o corpo foi jogado.

Após jogar a boneca, os peritos fizeram marcas na parede externa do prédio --que representariam o rastro deixado pelo corpo antes de chegar ao chão.

De acordo com informações de policiais, a boneca não foi jogada pela janela devido ao alto custo --teria custado cerca de R$ 2.000.


Perícia

Os principais suspeitos do caso --Alexandre Nardoni, pai da menina, e Anna Carolina Jatobá, a madrasta--, não devem comparecer à reconstituição, diminuindo a duração dos trabalhos para pela metade --a previsão inicial era que a simulação durasse até dez horas.

Segundo a polícia, as agressões à menina começaram no carro. A madrasta a asfixiou e o pai a soltou da janela, depois de segurá-la pelos pulsos do lado de fora da janela do sexto andar. Já o casal diz que alguém invadiu o apartamento e jogou a menina pela janela.


Silêncio

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), quatro moradores do residencial London vão reconstituir o que viram e ouviram no dia que Isabella foi arremessada e dublês com as mesmas características de Alexandre e Anna Carolina devem representá-los. A polícia deve tentar também reproduzir os gritos e as brigas que as testemunhas dizem ter ouvido, fazendo medições sonoras a partir de outros prédios.

Na sexta-feira, a Aeronáutica anunciou a interdição do espaço aéreo na região, depois de determinação da Justiça, para que o barulho das aeronaves não prejudique os trabalhos da esquipe


Da energia se fez a vida


Impressionante...

creio que as grandes coisas residem nos pequenos detalhes...e esse detalhe da natureza (IPÊ) vem nos mostrar que a vontade de viver e transformar a natureza é superior a tudo...inclusive a vontade do homem.
Que esse texto nos faça refletir sobre a grandiosidade da natureza que nos cerca..
Que seu final de semana seja de mta paz...saúde e harmonia...
abraços afetuosos..

enviado pela professora Simone Sparapan (Barra Bonita)
Obs.: Para conseguir ler a matéria clique na imagem que ela se ampliará e vc conseguirá ler na íntegra.

sexta-feira, abril 25

Caso Isabella: cena do crime foi adulterada, diz promotor


O promotor Francisco Cembranelli, responsável pelo caso da morte de Isabella Nardoni, disse que provas indicam que a cena do crime foi adulterada. Cembranelli afirmou que houve tentativa de remover manchas de sangue no carro e no apartamento do pai da menina. As informações são do Jornal da Globo. "A verdade é que o Instituto de Criminalística comprovou por meio de laudo que houve sim a remoção do sangue com produtos e que quase que prejudicaram a pericia. Não se sabe exatamente em qual momento, mas que houve a manipulação, sim, houve", disse o promotor. O promotor disse ainda que o assassino de Isabella foi cuidadoso ao jogá-la da janela. "Se fosse um monstro, como dizem os indiciados (Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina), ele a arremessaria de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi cuidadosamente introduzida pelo buraco da tela e foi suspensa pelas mãos", disse.
Cembranelli afirmou não ter dúvida de que o sangue encontrado no carro de Alexandre Nardoni é de Isabella. "A conclusão é clara, absolutamente clara. Só não vê quem não quer. Nós temos a posição dela no carro, confirmada pelo próprio casal e são marcas bastante significativas", afirmou.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
Família teria subido juntoO promotor afirmou ainda que "há provas suficientes de que a família toda subiu junto (da garagem ao apartamento) e estava no apartamento no momento em que isabella foi lançada".
Alexandre afirmou em depoimento que, ao chegar com a família ao condomínio, subiu para deixar no apartamento Isabella, que dormia, e voltou ao carro para buscar a mulher e os dois filhos. De volta ao quarto, viu acesa a luz que ele teria deixado apagada e a tela de proteção cortada.




Redação Terra

quinta-feira, abril 24

Preparação para a Inciação Cristã





Aconteceu nesta noite, no Centro Catequético, às 19h30min, uma reunião com as catequistas da 4ª etapa, o Diácono Wilson e mais cinco casais convidados para trabalhar com a catequese dos pais e jovens. Entre eles estavam presentes: Wilson Aizza, Sandra Cherubin, Ana Luciano, Eliana, Gracinha e Fontanezi, Érica e Celso, Wagner e Cidinha, Celina e Armandinho, Sandra e Nanai.

A reunião iniciou-se com as orações habituais e com a leitura da Segunda Carta de Timóteo 1, 6 - 12. Foi feita uma reflexão, onde algumas pessoas deram seu parecer e testemunho, ressaltando a importância de ser "chamado". Celso acrescentou que além de seguirmos o Evangelho com palavras, temos que vivê-lo com nossos bons exemplos no dia-a-dia.

O diácono Wilson falou sobre o real significado do Batismo, dizendo que somos REIS, SACERDOTES e PROFETAS. Somos REIS porque somos integrantes do Reino de Deus; somos considerados SACERDOTES, pois atendemos ao chamado de Jesus e proclamamos a Sua Palavra; e ainda, somos PROFETAS, pois é através do Batismo que somos anunciadores do Evangelho de Jesus Cristo.

Ainda foi falado sobre o MEDO, medo de conhecer e viver coisas novas. Pra muitos ali, a catequese é novidade, nunca tinham trabalhado, então o medo de errar, de decepcionar é grande, mas pudemos sentir a animação presente, a vontade de começar e de trazer coisas novas.

O novo material a ser trabalhado também foi apresentado - este ano estaremos apoiados pelos livros do Pe. Paulo Haenraets. - Iniciação da Fé e Trabalho com os pais que trará a História da Salvação.

De agora em diante a catequese estará dividida em duas etapas: Iniciação Cristã I: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Etapa e Iniciação Cristã II: que são três anos de preparação para a Crisma.

Neste novo trabalho estarão Pais e Filhos falando e interagindo a mesma coisa, o mesmo assunto com metodologia diferenciada, claro. Mas os pais poderão conversar com seus filhos em suas casas mais profundamente, se aprimorando e lendo mais a Bíblia.


Os Encontros serão semanais, todas as segundas-feiras, no Centro Catequético para estudarmos e prepararmos juntos os encontros com as crianças e os pais. (1º encontro - dia 05/05)

NOVIDADE: As missas não serão mais aos sábaods às 9:00h, mas sim aos DOMINGOS às 10:00h com a presença de toda comunidade. Dessa forma, no domingo teremos a missa das 7:00h, depois às 8h45min, no Santuário, às 10:00h na Matriz e às 19:00h no Santuário.

A primeira missa nesse horário será no dia 18/05/08.


Aconteceu ... Missa Partilha










No Santuário, missa no domingo e logo depois partilha - confraternização.


Reflexão sobre o Pai Nosso


O "Pai Nosso" é a grande aula de Jesus ensinando-nos a falar com o Nosso Pai. Quando precisamos manifestar na Terra, algo que nos falta, é ao Pai que pedimos. Precisamos ser específicos dizendo o que, e por que, nós queremos algo manifestado.

Pai Nosso, que estais no Céu,

Santificado seja o Vosso Nome,

EU SOU O QUE EU SOU,


Apontamos para onde está o problema e dizemos, "Pai, precisamos de Sua criatividade para solucionar (descreva) este problema. ordene a Seus anjos que nos tragam a solução".
Precisamos ser detalhistas, mesmo sabendo que Ele conhece nossas necessidades, O Pai quer ver nossa decisão expressada. Ele quer ver se sabemos utilizar nosso livre arbítrio. De preferência, diga a Deus Pai, apenas o problema, evitando dizer a Ele quais são as soluções que você pensa serem a resposta. Ele é quem vai mostrar o caminho. Se formos a Ele com a resposta, estaremos dizendo a Deus o que fazer, e isto, é errado.


Venha a nós o Vosso Reino,

Seja feita a Vossa Vontade,

Assim na Terra como no Céu.


Precisamos ter em mente que D'Ele é o Poder e Ele é quem realmente sabe o que precisamos.
O pão nosso de cada dia, nos dai hoje.
Esta frase mostra-nos que Deus quer que confiemos N'Ele a cada dia, sem preocupações com o amanhã. Chega o dia na vida de cada um de nós, onde não mais temos onde buscar, a não ser, em Deus.


Perdoai as nossas ofensas,

Assim como nós perdoamos

a quem nos tem ofendido.


O perdão é a maior de todas as formas de solucionarmos os nossos problemas. Muitas de nossas necessidades, estão intimamente ligadas a dividas cármicas com nossos irmãos e com o mal uso que fizemos, das energias de Nosso Pai.
Libertai-nos das tentações, e Livrai-nos de todo o mal
As tentações, são permitidas por Nosso Pai, para que sejamos testados. Todo discípulo dos Mestres deve estar preparado para ser tentado. Esta frase, inclusa no "Pai Nosso", indica que precisamos do apoio de Deus e de Seus Anjos, para vencer as tentações. Algumas podem ser difíceis de vencer. O "Livrai-nos do Mal", implica principalmente, em defendermo-nos de forças externas, relativas aos quatro planos inferiores da matéria.


PorqueTeu é o Reino,

Teu é o Poder,

e Tua é a Glória,

Para Todo o Sempre Manifestada,


Aqui, confirmamos que a Terra que Deus nos deu, é D'Ele e deve continuar sob Seu comando. É uma confirmação de que o Senhor me deu, mas eu escolho devolver para Ele. Deus é o Grande merecedor de todas as Glórias. Reconhecemos quem é o Grande Líder e nos curvamos ao Seu Reino.


Eu Sou na Terra,

Assim como Eu Sou no Céu
Amém, Amém, Amém

Reflexão sobre o Pai Nosso



Pai Nosso...

Se na minha vida não ajo como filho de Deus, fechando o meu coração ao amor.

Será inútil dizer:Pai Nosso...

Se os meus valores são representados pelos bens da terra.

Será inútil dizer:Que estais no céu...

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.

Será inútil dizer:

Santificado seja o Vosso nome...

Se acho tão sedutora a vida aqui cheia de futilidades,

Será inútil dizer:

Venha a nós o Vosso reino...

Se no fundo o que eu quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem.

Será inútil dizer:

Seja feita a Vossa vontade...

Se prefiro acumular riquezas, desprezando os meus irmãos que passam fome.

Será inútil dizer:

O pão nosso de cada dia nos dai hoje...

Se não me importo em ferir, oprimir e magoar os que se atravessam no meu caminho.

Será inútil dizer:

Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Cristo.

Será inútil dizer:

E não me deixeis cair em tentação...

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz.

Será inútil dizer:

Livrai-nos do mal...

Se sabendo que sou assim nada faço para me modificar.

Será inútil dizer:

Amem.

27/04/2008: 6º Domingo da Páscoa


6º Domingo da Páscoa - Cor Litúrgica: Branca

1ª Leitura: Atos 8,5-8.14-17

Salmo:66/65

2ª Leitura: 1 Pedro 3,15-18

Evangelho: João 14,15-21


Reflexão...

No belo discurso de Jesus, na sua última ceia com os discípulos, narrado pelo evangelista João, são feitas repetidas referências às realidades fundamentais da revelação de Jesus: o amor do Pai e de Jesus; o novo mandamento do amor; o crer em Deus e em Jesus, Caminho, Verdade e Vida; o conhecer Jesus e o Pai; permanecer em Jesus; o dom do Espírito de Amor e o dom da vida eterna na comunhão com Jesus e o Pai, no Espírito. No trecho de hoje, o destaque é o tema do amor que se exprime na observância dos mandamentos de Jesus. Muitos foram seus mandamentos: guardar a sua palavra, ter fé e praticar o que ele viveu, crer nele e ter a vida eterna, praticar a verdade, acolher seu testemunho, trabalhar pelo alimento que permanece para a vida eterna, servi-lo e seguir seu exemplo de serviço. Todos seus mandamentos convergem para o seu novo mandamento: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" (Jo 13,34.35; 15,12). Amar Jesus é amar-nos uns aos outros. Associado a este amor está o dom do Paráclito, o Espírito da Verdade. O Pai dará este Espírito, ele permanece junto de nós e está em nós. Futuro e presente se unem, no dom do Espírito. O Espírito prometido nos revela a presença de Jesus entre nós. É a presença na comunidade em que se vive o amor. Este amor é a união com Jesus e com o Pai. Quem assim ama reconhece a presença de Jesus. Na ausência visível de Jesus, é o Espírito da Verdade, o Espírito Santo, que ilumina a sua presença. Após a crucifixão de Jesus e com a compreensão de sua ressurreição, sob as luzes do Espírito, iniciou-se a prática de, após o batismo em nome de Jesus, impor-se as mãos aos batizados para que recebessem o Espírito Santo (primeira leitura; cf. At 19,5.6). Jesus "sofreu a morte, na existência humana, mas permaneceu na vida no Espírito" (segunda leitura; "recebeu nova vida", nesta tradução). O Espírito é a garantia da permanência na vida divina, no sofrimento ou na morte física.


Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos. Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre...


segunda-feira, abril 21

Beato Frederico Ozanam



Fundador da Sociedade S. Vicente de Paulo - SSVP

(ou Vicentinos)




Frederico Ozanam, nasceu em 1813, em uma família de treze irmãos, dos quais somente sobreviveram três. Estudou Direito em Paris e posteriormente tornou-se o professor mais jovem da Sorbona.
Casou-se com Amélia Soulacroix, com quem teve uma filha. Morreu aos 40 anos de idade, porém, nesses poucos anos, foi capaz de estabelecer uma extraordinária obra que não só adaptou o cristianismo à necessidades urgentes, mas recuperou o protagonismo de piedosa dedicação aos leigos na Igreja, num século onde a expansão de idéias anticlericais e contrárias à religião, cresciam significativamente.
Foi em 1833, com apenas 20 anos de idade que começou a amadurecer a idéia da Sociedade São Vicente de Paulo. Ozanam conheceu, durante seus anos de estudante, a Emmanuel Bailly, redator da revista Tribuna Católica, e a muitos outros personagens católicos durante as tertúlias do conde de Montalembert. Bailly influenciou muitos outros jovens católicos e com o apoio destes jovens foi que Ozanam pôs em prática, em 1833, a primeira Conferência.
O objetivo dos primeiros fundadores era, sobretudo, o aprofundamento em sua vida cristã. Dentre suas inquietudes, expressava Frederico Ozanam que “quisera formar uma reunião de amigos que trabalharam juntos num edifício científico, mas sob o pensamento católico”. Por conseguinte, começar colocando a ação caritativa num lugar central. A isso contribuiu teses levantadas por outros universitários, que denunciavam que o cristianismo havia abandonado a ação caritativa da antiguidade.
Ozanam, assim, asseverou então que “desejaria que todos os jovens, de cabeça e de coração, se unissem para realizar uma obra caritativa, e que se formaria em todo o país, uma vasta associação generosa, destinada a aliviar as classes populares”. Acreditando ser o modelo mais ajustado da fé o fato de consagrar-se às necessidades do irmão, deixou claro que Deus abençoaria esse apostolado pelas suas obras de caridade.
Os jovens que formaram a primeira Conferência, contaram, em seus primeiros passos, com a ajuda de uma Filha da Caridade Cristã, Irmã Rosália Rendu, mulher conhecida e reconhecida em Paris por sua ação caritativa. Irmã Rosália os pôs em contato com as situações de pobreza em Paris, no final do século XIX , os animou e em muito auxiliou as Conferências em seu crescimento.
Desde o princípio as Conferências se colocaram sob a proteção de São Vicente de Paulo. A caridade era o eixo fundamental da Sociedade, ainda que as Conferências mantiveram sempre uma atenção especialíssima à formação e ao enriquecimento da fé de seus sócios. Mesmo porque, Ozanam afirma que “queremos que esta Sociedade de caridade não seja um partido, nem uma escola ou confraria, senão que seja profundamente leiga e sem deixar de ser estritamente católica.”
Frederico Ozanam morreu no ano de 1853, em Marsélia, depois de passar dura provação em decorrência de dolorosa enfermidade.
Em 1997, durante um encontro encontro mundial entre jovens, celebrado em Paris, o Papa João Paulo II beatificou Frederico Ozanam, que foi um precursor do papel com que os leigos iriam desenvolver com brilhantismo no seio da Igreja, sendo um perfeito modelo de vida para a juventude.

A seguir:
Homilia do Santo Padre na XII Jornada Mundial da Juventude em Paris,
por ocasião da Betificação de Frederico Ozanam - 1997
HOMILIA DO SANTO PADREDURANTE A MISSA DE BEATIFICAÇÃODE FREDERICO OZANAM
Catedral de Notre-Dame, Paris, 22 de Agosto de 1997
1. «O amor vem de Deus» (1 Jo 4, 7). O Evangelho deste dia apresenta-nos a figura do bom Samaritano. Mediante esta parábola, Cristo quer mostrar aos Seus ouvintes quem é o próximo citado no maior mandamento da Lei divina: «Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» (Lc 10, 27). Um doutor da Lei perguntava o que devia fazer para ter parte na vida eterna; encontrara nestas palavras a resposta decisiva. Sabia que o amor de Deus e do próximo é o primeiro e o maior dos mandamentos. Apesar disso, pergunta: «Quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29).
O fato de Jesus propôr um Samaritano, como exemplo para responder a esta pergunta, é significativo. Com efeito, os Samaritanos não eram particularmente estimados pelos Hebreus. Além disso, Cristo compara a conduta deste homem àquela de um sacerdote e de um levita, que viram o homem ferido pelos salteadores e deixado meio morto na estrada, e continuaram a sua caminhada sem lhe prestar socorro. Ao contrário o Samaritano, que ao ver o homem sofredor, «encheu-se de piedade» (Lc 10, 33); a sua compaixão levou-o a uma série de ações. Em primeiro lugar ligou-lhe as feridas, depois levou-o para uma estalagem a fim de que cuidassem dele; e, antes de partir, deu ao estalajadeiro o dinheiro necessário para se ocupar do ferido (cf. Lc 10, 34-35). O exemplo é eloqüente. O doutor da Lei recebe uma resposta clara à sua pergunta: quem é o meu próximo? O próximo é todo o ser humano, sem exceção. É inútil perguntar sobre a sua nacionalidade, a sua pertença social ou religiosa. Se está em necessidade, é preciso ir ajudá-lo. É isto que pede a primeira e a maior Lei divina, a lei do amor de Deus e do próximo.
Fiel a este mandamento do Senhor, Frederico Ozanam acreditou no amor, no amor que Deus tem por todos os homens. Ele mesmo se sentiu chamado a amar, dando o exemplo de um grande amor de Deus e dos outros. Ia ao encontro de todos os que tinham mais necessidade de ser amados, daqueles a quem Deus-Amor não podia ser efetivamente revelado senão pelo amor duma outra pessoa. Ozanam descobriu nisto a sua vocação, viu o caminho para o qual Cristo o chamava. Encontrou nisto o seu caminho rumo à santidade. E percorreu- o com determinação.
2. «O amor vem de Deus». O amor do homem tem a sua fonte na Lei de Deus; a primeira leitura do Antigo Testamento demonstra-o. Nela encontramos uma descrição pormenorizada dos atos do amor ao próximo. É como que uma preparação bíblica para a parábola do bom Samaritano.
A segunda leitura, tirada da primeira Carta de São João, desenvolve o que significa a palavra «o amor vem de Deus». O Apóstolo escreve aos seus discípulos: «Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece-O. Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor» (1 Jo 4, 7-8). Esta palavra do Apóstolo constitui verdadeiramente o centro da Revelação, o ápice para o qual nos conduz tudo o que foi escrito nos Evangelhos e nas Cartas apostólicas. São João prossegue: «Nisto consiste o Seu amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados» (ibid., 10). A remissão dos pecados manifesta o amor que por nós tem o Filho de Deus feito homem. Então, o amor do próximo, o amor do homem, já não é apenas um mandamento. É uma exigência que deriva da experiência vivida do amor de Deus. Eis por que João pode escrever: «Se Deus nos amou assim, também nos devemos amar uns aos outros» (1 Jo 4, 11).
O ensinamento da Carta de João prolonga- se; o Apóstolo escreve: «Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós e o Seu amor é perfeito em nós. Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós, porquanto nos deu o Seu Espírito» (1 Jo 4, 12-13). O amor é então a fonte do conhecimento. Se, por um lado, o conhecimento é uma condição do amor, por outro, o amor faz aumentar o conhecimento. Se permanecermos no amor, temos a certeza da ação do Espírito Santo que nos faz participar no amor redentor do Filho, que o Pai enviou para a salvação do mundo. Ao reconhecermos Cristo como Filho de Deus, permanecemos n’Ele e, por Ele, permanecemos em Deus. Pelos méritos de Cristo, acreditamos no amor, conhecemos o amor que Deus tem por nós, sabemos que Deus é amor (cf. 1 Jo 4, 16). Este conhecimento mediante o amor é de algum modo o elemento essencial da vida espiritual do cristão. «Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (ibid.).
3. No contexto da Jornada Mundial da Juventude, que este ano tem lugar em Paris, procedo hoje à beatificação de Frederico Ozanam. Saúdo cordialmente o Senhor Cardeal Jean-Marie Lustiger, Arcebispo de Paris, cidade onde se encontra o túmulo do novo Beato. Alegro-me também com a presença neste evento de Cardeais e de Bispos de numerosos países. Saúdo com afeto os membros da Sociedade de São Vicente de Paulo, que do mundo inteiro vieram para a beatificação do seu principal fundador, assim como os representantes da grande família espiritual herdeira do espírito de São Vicente. Os vínculos entre vicentinos foram privilegiados desde as origens da Sociedade, pois foi uma Filha da Caridade, Irmã Rosalie Rendu, quem guiou o jovem Frederico Ozanam e os seus companheiros rumo aos pobres do bairro Mouffetard, em Paris. Caros discípulos de São Vicente de Paulo, encorajo- vos a pôr em comum as vossas forças para que, como desejava o vosso inspirador, os pobres sejam cada vez mais amados e servidos e Jesus Cristo, honrado nas suas pessoas!
4. Frederico Ozanam amava todos os necessitados. Desde a sua juventude, tomou consciência de que não bastava falar da caridade e da missão da Igreja no mundo: isto devia traduzir-se num empenho efetivo dos cristãos no serviço dos pobres. Estava assim em sintonia com a intuição de São Vicente: «Amemos a Deus, meus irmãos, amemos a Deus, mas que isto aconteça com os nossos braços e com o suor do nosso rosto» (São Vicente de Paulo, XI, 40). Para o manifestar de maneira concreta, com a idade de vinte e cinco anos, com um grupo de amigos, criou as Conferências de São Vicente de Paulo, cuja finalidade era a ajuda aos mais pobres, num espírito de serviço e de partilha. Bem depressa, estas Conferências difundiram-se fora de França, em todos os países da Europa e do mundo. Eu mesmo, como estudante, antes da segunda guerra mundial, fiz parte de uma delas.
O amor pelos mais miseráveis, por aqueles de quem ninguém se ocupa, já está no centro da vida e das preocupações de Frederico Ozanam. Ao falar destes homens e destas mulheres, ele escreve: «Deveríamos cair aos seus pés e dizer- lhes com o Apóstolo: “Tu es Dominus meus”. Vós sois os nossos mestres e nós seremos os vossos servidores; sois para nós as imagens sagradas deste Deus que não vemos e, não sabendo amar doutra maneira, nós O amamos nas vossas pessoas» (A Louis Janmot).
5. Ele observa a situação real dos pobres e procura um empenho cada vez mais eficaz, para os ajudar a crescer em humanidade. Compreende que a caridade deve levar a trabalhar pela reparação das injustiças. Caridade e justiça caminham a par e passo. Tem a coragem lúcida dum empenho social e político de primeiro plano numa época agitada da vida do seu país, pois nenhuma sociedade pode aceitar a miséria como uma fatalidade, sem que a sua honra não seja atingida. É assim que se pode ver nele um precursor da doutrina social da Igreja, que o Papa Leão XIII desenvolverá alguns anos mais tarde na Encíclica Rerum novarum.
Diante das pobrezas que oprimem muitos homens e mulheres, a caridade é um sinal profético do empenho do cristão no seguimento de Cristo. Convido, pois, os leigos e de modo particular os jovens a darem prova de coragem e de imaginação, a fim de trabalharem para a edificação de sociedades mais fraternas, onde os mais necessitados sejam reconhecidos na sua dignidade e encontrem os meios para uma existência respeitável. Com a humildade e a confiança incondicional na Providência, que caracterizavam Frederico Ozanam, tende a audácia da partilha dos bens materiais e espirituais com aqueles que estão na miséria!
6. O Beato Frederico Ozanam, apóstolo da caridade, esposo e pai de família exemplar, grande figura do laicado católico do século XIX, foi um universitário que assumiu uma parte importante no movimento das idéias do seu tempo. Estudante, professor eminente primeiro em Lião e depois em Paris, na Sorbona, teve em vista antes de tudo a investigação e a comunicação da verdade, na serenidade e no respeito das convicções daqueles que não partilhavam as suas. «Aprendamos a defender as nossas convicções sem odiar os nossos adversários, escrevia ele, a amar aqueles que pensam diversamente de nós [...] lamentemo- nos menos dos nossos tempos e mais de nós mesmos» (Cartas, 9 de Abril de 1851). Com a coragem do crente, denunciando todos os egoísmos, ele participa ativamente na renovação da presença e da ação da Igreja na sociedade da sua época. Conhece-se também o seu papel na instituição das Conferências da Quaresma nesta catedral de Notre- Dame de Paris, com o objetivo de permitir aos jovens receber um ensinamento religioso renovado, ante as grandes questões que lhes interrogam a fé. Homem de pensamento e de ação, Frederico Ozanam continua a ser para os universitários do nosso tempo, professores e estudantes, um modelo de empenho corajoso capaz de fazer ouvir uma palavra livre e exigente, na busca da verdade e na defesa da dignidade de toda a pessoa humana. Que seja também para eles um apelo à santidade!
7. A Igreja confirma hoje a escolha de vida cristã feita por Ozanam, assim como o caminho que assumiu. Ela diz-lhe: Frederico, o teu caminho foi deveras a via da santidade. Passaram mais de cem anos, e eis o momento oportuno para redescobrir este caminho. É preciso que todos estes jovens, mais ou menos da tua idade, reunidos em tão grande número em Paris, provenientes de todos os Países da Europa e do mundo, reconheçam que esta estrada é também deles. É preciso que compreendam que, se quiserem ser cristãos autênticos, devem empreender este mesmo caminho. Oxalá abram melhor os olhos da própria alma às necessidades tão numerosas dos homens de hoje. Compreendam estas necessidades como desafios. Cristo chama- os, cada um pelo seu nome, a fim de que cada um possa dizer: eis o meu caminho! Nas opções que fizerem, a tua santidade, Frederico, será confirmada de modo particular. E grande será a tua alegria. Tu, que já vês com os teus olhos Aquele que é o amor, sê também um guia em todos os caminhos que estes jovens vão escolher, seguindo hoje o teu exemplo!

Recado para os vicentinos!




Em nossa Igreja Católica temos muitos santos de grande valor. Um dos mais reconhecidos e apreciados pelos exemplos e santidade é sem dúvida alguma Antônio de Pádua, tão presente nas orações do povo. Recentemente presenciamos um outro Santo Antônio subir para os altares, e desta vez um Antônio brasileiro, frei Antônio de Sant`ana Galvão. Porém, existem muitos “Antônios” pelo mundo afora que são dignos de nota. Todavia, e o nosso “Antônio”, dos vicentinos, o que temos dito e ouvido falar sobre ele?Nesse tempo de evidência da santidade no nosso meio, vemos o reconhecimento de muitos modelos de vida. Vemos novas propostas de santidade sendo aceitas. Vemos o valor que agora é dado aos “guerreiros de DEUS”. Porém, o que temos visto de e sobre Antônio Frederico Ozanam? O Antônio dos vicentinos ainda não é santo, ainda não pode estar sobre os altares, ainda não teve este reconhecimento. E nós temos feito algo para mudar isto? Sim? Não? O quê? Rezar por ele, pela sua canonização? Isto é bom, mas infelizmente não é o suficiente. Temos de “orar-em-ação”, só assim teremos um Santo Antônio no meio vicentino. Temos de assumir um real compromisso com a SSVP e levar adiante a mensagem do nosso principal fundador (que por ser uma mensagem leiga e aos leigos, está toda ela ao nosso alcance). Temos de fazer mais do que rezar pela canonização de Ozanam uma vez por semana em nossas conferências. Temos de falar dele, com vicentinos e não-vicentinos. Vestir sua camisa. Cantar seu hino. Levar sua mensagem. Crer em sua santidade. Lutar pelo seu ideal. Estamos aqui graças ao sonho de um jovem. Um ideal de compromisso com a sociedade em favor dos necessitados. Não adianta rezar por ele e não fazermos nada, além disso. DEUS ouvirá nossas orações, mas aguardará nosso empenho e dedicação pela nossa própria causa. São Vicente de Paulo foi reconhecido pelos seus méritos. Façamos o possível para que Ozanam também o seja. Recordo que mesmo que nos chamemos uns aos outros de vicentinos, esta palavra não determina quem somos de verdade. Os padres da Congregação da Missão também são vicentinos. Os Fráteres de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia também o são. Assim como os membros da Juventude Marial Vicentina, da AIC, da Associação da Medalha Milagrosa, da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, do Instituto dos Filhos da Caridade, etc. São todos vicentinos, e são todos movimentos distintos, por mais que tenham elementos comuns.Por isso não somos simplesmente vicentinos. Somos membros da SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO, fundada por um grupo de jovens que desejava fazer alguma diferença em relação ao outro, e que tomaram São Vicente de Paulo como modelo. Somos vicentinos sim, mas “VICENTINO DE OZANAM”! Quando assumiremos isto? Quando faremos diferença para ver nosso Antônio canonizado? Aliás, como anda o processo que visa à canonização do nosso principal fundador, você sabe? Se um membro da sociedade que Antônio Frederico Ozanam idealizou e fundou não sabe, quem saberá? E se não fizermos nada por esta causa, quem fará?Apenas para finalizar, o nome Antônio guarda em seu significado o seguinte: “força interior e fé inabalável”. O significado tem total sintonia com o espírito que movia o nosso Antônio. Nós, “Vicentinos de Ozanam”, devemos reconhecer isto. Lutar pela sua canonização é permitir que outros também o reconheçam.


por Beatriz Altemari Luciano
da Conferência Sagrada Família de Mineiros do Tietê
Fonte:http://www.catequisar.com.br/txt/colunas/adriano/08.htm





Beatriz A. Luciano é consócia da Conferência da Sagrada Família de Mineiros do Tietê, participou do XIX Congresso do Conselho Metropolitano de São Carlos, que teve como pauta: 1- Em busca da Santidade; 2- Vivendo como líder servidor – Tema: Acolhida na Sociedade São Vicente de Paulo – Vencer com os Pobres. Devemos ser Líder servidor e não opressor. Será que conhecemos Jesus Cristo? Quais as melhorias pessoais do dia-a-dia; comprometer-se e respeitar as opiniões; conhecer as próprias limitações; buscar a santidade; como podemos melhorar na S.S.V.P; acolher as pessoas das Conferências; trabalhar em equipe. Ainda, que devemos conhecer a vida de Frederico Ozanan e São Vicente de Paulo. Beatriz ainda acrescenta que a Conferência Sagrada Família já tem mais de trinta e cinco anos, e, das consocias que continuam atuando, entre elas a Senhora Dizulina Cavanha Gasolto – D. Lica – com 89 anos, que ainda recebe as contribuições mensais de casa em casa, participa das reuniões, servindo como exemplo de dedicação, amor, caridade e perseverança aos mais jovens, confirmando que ser Vicentino não é título mas sim trabalho e doação.


O QUE É A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO


Sociedade de São Vicente de Paulo(SSVP) é uma organização católica internacional de leigos, fundada em Paris, no ano de 1833, por um grupo de jovens cristãos. Colocada sob o patrocínio de São Vicente de Paulo, inspira-se no pensamento e na obra deste santo, esforçando-se, sob o influxo da Justiça e da Caridade, por aliviar os sofrimentos do próximo, mediante o trabalho coordenado de seus membros.Nenhuma obra de caridade é estranha à SSVP. Sua ação compreende qualquer forma de ajuda, por contato pessoal, no sentido de aliviar o sofrimento e promover a dignidade e a integridade do homem, levando sua ajuda a quantos dela precisam, independentemente de raça, cor, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social. Este trabalho é a própria mensagem do Evangelho em ação: “ Eu estava com fome, eu estava com sede, eu era forasteiro, eu estava doente, eu estava na prisão... e você cuidou de mim”. Mt 25, 35s.

Os Vicentinos procuram, pela oração, pela meditação da Sagrada Escritura e pela fidelidade aos ensinamentos da Igreja, ser testemunho do amor a Cristo, em suas relações com os mais desprovidos, bem como nos diversos aspectos de vida quotidiana.Os Vicentinos organizam-se em grupos, tradicionalmente chamados Conferências, que se reúnem com regularidade e freqüência. E, estão unidas por meio de Conselhos, de escalão local, regional, nacional e mundial.


SÍMBOLO DA SSVP
O PEIXE é o símbolo do cristianismo(símbolo dos primeiros cristãos), símbolo de Cristo dentro de um CÍRCULO que representa o mundo e a estrutura internacional da sociedade.

O OLHO DE PEIXE é o vigilante de Deus, sempre alerta para ajudar os pobres e as pessoas desprivilegiadas.

O LAÇO representa a unidade entre os membros e, também, a união com os pobres.

UM CHAMADO DE DEUS

“Dez vezes vocês irão aos pobres, dez vezes encontrarão a Deus.”São Vicente de PauloVicente de Paulo nasceu no dia 24 de abril de 1581 em Pauy, França, no seio de uma modesta família camponesa. Desde criança, Vicente de Paulo dedicava imenso amor a Deus e especial devoção a Nossa Senhora. Os seus primeiros atos de caridade foram: Entregar toda a sua economia(que ganhava de seu pai) a um velho doente e um punhado de farinha aos velhos aleijados. Ordenando-se padre aos 19 anos, onde teve uma vida agitada, cheia de provações e sofrimentos, sendo até vendido como escravo, por dois anos.Patrono da Sociedade de São Vicente de Paulo é chamado pela Igreja Católica de “O Pai da Caridade”. Nele se inspira a SSVP. Foi reconhecido santo pela intensidade de amor devotado à causa do Evangelho de Cristo Nosso Senhor, na prática da Caridade. Merece relevância a sua iniciativa de evangelização dos colonos, a reforma do clero, as obras assistenciais e a luta contra o jansenismo. Instituiu a Congregação da Missão, ou dos padres Lazaristas e, junto a Santa Luzia de Marilac, a sociedade da Filhas da Caridade. Ambas as instituições, junto à SSVP, bem como as muitas outras da Família Vicentina desde a Fundação até hoje, prestam relevantes serviços aos irmãos do mundo inteiro. Toda a obra de Vicente de Paulo tem marcado profundamente. Sua presença permanece viva ainda hoje nos leprosários, orfanatos, hospitais, manicômios, escolas, asilos, creches e milhões de lares pobres do mundo inteiro.

São Vicente morreu, em Paris, França, riquíssimo de méritos, no dia 27 de setembro de 1660. Foi canonizado em 16 de junho de 1737.

VICENTINOS

sua visita é muito importante!

A J U D E – N O S

Seja um voluntário e/ou colabore com: donativos materiais/financeiros




O poder da televisão





É triste quando se percebe que um jovem ou adolescente, age por impulso ou por influência. É triste olhar para a sociedade e ver que ela está marcada pelo hedonismo, pelo ceticismo ou ainda pelo desamor, provocado pelo individualismo exacerbado. A televisão produz e distribui informações e entretenimento em longa escala, influenciando diretamente no modo de agir e pensar das pessoas nas suas diversas esferas.


Com tamanha influência, pode-se afirmar que desta forma, a televisão, detendo dos meios de produção e difusão de informação, detém o poder, pois a transmissão de idéias e valores se coadunam com seus interesses particulares. E neste jogo de interesses, o importante não é formar consciência crítica daquilo que é transmitido pela TV, mas provocar desejos e inquietações acerca daquilo que é novo, sofisticado ou “lindo” no contexto sócio-econômico-cultural vigente.Ao exibir traição, sexo, rebeldia, pornografia, moda, e outros mecanismos que roubam à atenção do indivíduo, a mídia faz com que o telespectador dependa exclusivamente daquilo que seja do interesse dela e a ela traga progresso. Assim sendo, fortalece a dependência do não agir e do não pensar nos problemas da sociedade. Falo isso não dos telejornais em si, mas, principalmente, das novelas e outros programas que não dignificam o ser humano. Não quero parecer pragmático, nem tampouco irredutível, insensível, ou fundamentalista, muito menos radical, mas revelar minha preocupação em relação ao nosso mundo assaltado pela mídia enganadora e sedutora.É, portanto, perigoso o modo de proceder de quem faz da televisão um meio abusivo, pois para um jovem, por exemplo, sem tradição de defesa de seus interesses e objetivos, não haverá desenvolvimento cultural e político-crítico, exatamente, porque as grandes ofertas de idéias prontas ajudam somente a tomada de decisões já decididas pelos programas exibidos na TV.Desta maneira é fácil perceber que poder da televisão passou dos extremos. Ou seja, a influência direta deste meio de comunicação de massa, não estimula a reflexão crítica nem respeita ou tenta preservar valores e costumes do telespectador, onde em sua maioria, cada vez mais escuta e vê e nada fala, ou seja, vivemos numa sociedade de receptores, onde não há reciprocidade de idéias.


Seminarista Sebastião Gustavo Siqueira de Andrade


domingo, abril 20

Ano Catequético



A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética escolheu, por meio de concurso, o cartaz do Ano Catequético, que tem como tema Palavra, Eucaristia e Missão.
O cartaz é de autoria de Dirceu Coelho, da diocese de Rondonópolis (MT). Segundo a assessora da Comissão, Irmã Zélia Batista, o ganhador “conseguiu agregar os principais elementos do tema”. A assessora agradeceu ainda a todos os que participaram do concurso. “Foi uma contribuição muito valiosa, capaz de conjugar arte, mística e profissionalismo. Todos nós fomos presenteados com a participação de vocês e, com certeza, vamos colorir o nosso Brasil com as cores quentes e vibrantes da catequese”.
O Ano Catequético será celebrado em 2009 e comemorará os 50 anos do primeiro Ano Catequético, ocorrido em 1959.
Durante a 46ª Assembléia Geral da CNBB, o presidente da Comissão Bíblico-Catequética, dom Eugênio Rixen, disse que “o Ano Catequético não quer ser um evento isolado, dado que ele se insere no processo de recepção do Documento de Aparecida, nas novas Diretrizes e nos demais eventos eclesiais.
Além do cartaz, também foi publicado um texto-base com orientações sobre o evento, que culminará com a 3ª Semana Brasileira de Catequese, de 7 a 11 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba (SP), com o tema Catequese, caminho para o discipulado.


Fonte: CNBB

pelo seminarista Leandro Rossetto

Calendário da Diocese - Mês de Maio



De 01 a 09: Novena do Espírito Santo
Dia 03: Reunião da Renovação Carismática Católica – Equipe Diocesana
Dias 06 07 e 08: Atualização do Clero
Dia 13: Reunião da RP 3 na paróquia de São Francisco de Assis – Brotas
Dia 15: Reunião do Conselho de Presbíteros às 9h na Cúria Diocesana
Reunião com os padre formadores às 14h, na Cúria Diocesana
Dia 16: Reunião da Comissão Missionária
Dia 17: Encontro com todos os Coordenadores de Jovens das paróquias da Diocese de São Carlos, das 8h30min às 12h no Centro Diocesano de Pastoral
Dia 25: Encontro “Despertar” na RP 3 – Pastoral Vocacional
Dia 29: Reunião às 9h da Coordenação Diocesana no Centro Diocesano de Pastoral
Dia 31: Reunião Da Comissão Bíblico-Catequética na Paróquia São José de Araraquara
pelo seminarista Leandro Rossetto

sexta-feira, abril 18

Semana Missionária



Semana Missionária em preparação aos votos perpétuos de Irmã Rosa Maria Ramalho de 26/05 a 01/06/08 – Mineiros do Tietê do Tietê – SP (Pe. Cézar)
Início da missão e envio: Domingo dia 25/05 – ás 19h – Santuário
Encontros de formação:
Liturgia: (Ministros/Música/Leitores/Coroinhas/Acólitos/pessoal que ornamenta as igrejas) – Proposta de dois dias de formação às 19h30min: Básico, preparação, sentido, símbolos, tempos litúrgicos...)
Catequistas: Dinâmicas, metodologia, recursos pedagógicos, issão do catequista (motivação)
Coordenadores de comunidades, quarteirões, pastorais e movimentos: Formação para a liderança.
Famílias e equipe vocacional (são casais): Proposta da Comunicação na família.
Jovens: (O grupo ainda está sendo constituído)
Obs.: As datas e locais dos encontros ainda serão definidos na reunião do Conselho da Pastoral da Paróquia.
Outras atividades:
Visitas às famílias: somente nas4 COHABs – Região do Santuário
Escolas
Oração e meditação: Todos os dias pela manhã – a partir das 6h00
Tríduo vocacional: quinta/sexta/sábado, às 19h30min (um momento de reflexão – no sábado durante a missa)
Hora da Ave Maria
Grupo Chamas: dia 31/05 – sábado às 20h30min
Programação
25/05 ´Domingo: Missa de envio às 19h00 no Santuário
26/05 Segunda-feira - Encontro com as famílias – Matriz
27/05: Terça-feira – Encontro com as famílias no Santuário
28/05: Quarta-feira- Encontro sobre a Bíblia
29/05: Quinta-feira: 1º dia do Tríduo – 19h30min/Encontro de Liturgia/Catequese
30/05: Sexta-feira: 2º dia do Tríduo – 19h30min/Encontro de
Liturgia/Catequese/JovensCrisma
31/05: Sábado: 3º dia do Tríduo – 19h30min (durante a missa)/Show do Grupo
Chamas às 20h30min
01/06: Domingo – Celebração da Profissão Perpétua – às 9h30min – Matriz
Obs.: Todos os dias, oração da manhã na Matriz, às 6h15
Programação nas escolas
Terça-feira
EMEF João de Mattos Silveira – 9h30/13h30 – 400 alunos + alunos das escolas Carinho e Girassolzinho Dourado.
CEMEI – 8h00 – 365 alunos
Quarta-feira
EMEF Maurilio Vendramini – 8h00/14h00 – 330 alunos + EJA
Berçário – 14h00 – 65 crianças
EE Antonio Ferraz – 8h30 13h30- 19h30– 1500 alunos – Ensino Fundamental e Médio
Quinta-feira
EMEF Pedro de Oliveira Brandão – 8h00/14h00 – 300 alunos + 16 Educação Especial
EE Antonio Ferraz – 8h30 – 13h30- 19h30

EVANGELHO -comentário


Olá, você que continua firme na difícil caminhada rumo às maravilhas que os olhos humanos jamais viram! Existe um local preparado, com muito carinho por Deus para abrigar os seus filhos. Jesus afirma que nós conhecemos o caminho.No entanto, é bom lembrar que nem todos os caminhos são bons, nem todos os atalhos nos levam aonde precisamos ir. Muitos caminhos não levam a lugar algum. Temos que conhecer e escolher o bom caminho, para chegar ao lugar certo.Os caminhos de Jesus são difíceis, exigem coragem, persistência e, acima de tudo, a certeza de que só através de Jesus poderemos chegar ao Pai. O evangelho de hoje nos fala do caminho certo, fala do verdadeiro caminho que é Jesus. Jesus afirma que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. “Tenham fé em Deus, acreditem em mim”. Ao dizer isso, Jesus está preparando seus discípulos para os momentos difíceis que logo mais, com a sua morte, eles deverão enfrentar. Na liturgia do domingo passado, Jesus falou do Bom Pastor, aquele que orienta e guia seu rebanho. Quem o conhece e nele confia encontra segurança, água pura e verdes pastagens. Hoje Ele se apresenta como o único Caminho. Milhares andam desorientados e desconhecem o verdadeiro caminho. Como ovelhas desgarradas, procuram abrigo em locais pouco recomendáveis, trilham caminhos perigosos e confusos, apesar destes parecerem os mais fáceis. Procuram a água da vida em cisternas poluídas, em locais onde nem “potável” a água é. Buscam respostas para os seus problemas nas milhares de seitas que aparecem em cada esquina. Procuram abrigo em filosofias estranhas, pouco ou nada cristãs. Não podemos esquecer que existe um caminho reto, luminoso e seguro que leva à vida; esse caminho chama-se Jesus, o Caminho por excelência que leva ao Pai. Quantas vezes andamos desorientados, no escuro, perdidos, sem rumo e sem saber para onde ir e não nos lembramos de procurar em Jesus as respostas para as incertezas e angústias.Jesus é a verdade. Só ele esclarece as nossas dúvidas e nos conduz para a verdade que salva e liberta. Ele é a Vida que refaz a nossa vida. Aceitar Jesus como caminho, verdade e vida, é muito mais que acreditar.Aceitar Jesus é fazer da sua proposta a nossa própria vida. É caminhar por um caminho seguro que conduz à verdade e que nos dá vida plena. Aceita Jesus aquele que se dispõe a trilhar os difíceis caminhos em favor dos necessitados e que se sente grande no serviço aos pequenos. O caminho de Jesus consiste na prática do amor a Deus e ao próximo. Esse amor é luz para os que andam sem rumo e, é também vida, força e coragem para os desanimados. Quem decide seguir os caminhos de Jesus, fatalmente vai encontrar a casa do Pai. A casa que Jesus se refere, onde tem muitas moradas, não é necessariamente o paraíso, mas sim, a comunidade. Ali tem muitos lugares, ou seja, muitos serviços, muitas funções, muitos ministérios para serem desempenhados. O caminho de Jesus conduz a gestos concretos, ou não é o verdadeiro caminho. Cuidado com o caminho espaçoso e fácil, pois pode ser um daqueles caminhos que conduzem aos abismos e levam à perdição! Nada se consegue sem suor. O verdadeiro caminho é estreito, difícil e pedregoso. Exige persistência, oração e atenção para não escorregar ou enveredar pelos atalhos que o dia-a-dia nos apresenta. Aceitar Jesus é uma decisão pessoal.A aceitação começa na comunidade fraterna, onde a fé nasce, cresce e se torna vigorosa. Só assim o testemunho cristão se torna autêntico e convincente. Vamos seguir a Luz e arrastar milhares para esse caminho. Testemunhar a fé é caminhar com Jesus Cristo!

jorgelorente@ig.com.br

SALMO




SOBRE NÓS VENHA, SENHOR, A VOSSA GRAÇA, DA MESMA FORMA QUE EM VÓS NÓS ESPERAMOS! (bis)
- Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!
- Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que Ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.
- O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria

20/04/2008: 5º Domingo da Páscoa



João, no seu evangelho, após a narrativa da ceia e do lava-pés e depois da saída de Judas Iscariotes, nos apresenta uma longa fala de despedida de Jesus, com três diálogos, com Tomé, com Filipe e com Judas, não o Iscariotes. Nestas palavras de Jesus, unem-se a sublimidade e a essência de sua revelação. Jesus, à frente de seus discípulos, vai para a casa do Pai. No antigo Êxodo, o povo hebreu, oprimido, saiu do Egito, conduzido por Moisés. Agora Jesus conduz a saída de seu povo libertando-o da opressão das sinagogas e do Templo de Israel, para entrar na casa do Pai. O próprio Jesus é o caminho para a casa do Pai. Ele revela-nos o Pai, por meio de suas obras de amor e libertação. Aos discípulos, cabe dar continuidade a estas obras, em comunidades organizadas (primeira leitura), testemunhando e proclamando o amor libertador de Jesus (segunda leitura). "Depois que eu tiver ido... voltarei...". Jesus vai e volta, tornando atual a realidade da presença do Pai entre seus discípulos: "Se alguém me ama, colocará em prática a minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada".




1ª Leitura: Atos 6, 1-7


Salmo: 33/32


2ª Leitura: 1Pedro 2,4-9


Evangelho: João 14,1-12


Jesus disse: - Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também. E vocês conhecem o caminho para o lugar aonde eu vou. Então Tomé perguntou: - Senhor, nós não sabemos aonde é que o senhor vai. Como podemos saber o caminho?


Jesus respondeu:


- Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. Agora que vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e o têm visto.


Filipe disse a Jesus:


- Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada.


Jesus respondeu:


- Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê vê também o Pai. Por que é que você diz: "Mostre-nos o Pai"? Será que você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?


Então Jesus disse aos discípulos:


- O que eu digo a vocês não digo em meu próprio nome; o Pai, que está em mim, é quem faz o seu trabalho. Creiam no que lhes digo: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Se vocês não crêem por causa das minhas palavras, creiam pelo menos por causa das coisas que eu faço. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço e até maiores do que estas, pois eu vou para o meu Pai.




PALAVRA DO SACERDOTE



Caríssimos ,






Vou preparar-vos um lugar!
Há dois tipos de moradia contemplados na liturgia deste domingo: uma é aquela descrita por Pedro que convida a constituirmos um edifício espiritual. A outra casa é aquela que Jesus prepara para nós na casa do Pai. Na moradia da terra, somos tijolos vivos que, com a pedra angular, Jesus, edificamos o edifício espiritual. Nele prestamos o culto a Deus através dos sacrifícios espirituais que é nossa vida unida a Cristo (1Pd 2,4-5). Esse edifício, do qual somos membros, é chamado também Corpo de Cristo. Nele se exercita a caridade, através dos ministérios, como nos relata Lucas com a escolha dos sete diáconos (At 6,1-7). A Igreja é uma instituição viva, feita pessoas que se apoiam em Jesus que é o caminho, a verdade, a vida e a perfeita imagem do Pai. Jesus diz a Filipe: “Quem me viu, viu o Pai... Eu estou no Pai e o Pai em mim” (Jo 14,9). Nós o vemos pelos olhos da fé.Morada na casa do PaiOs discípulos temerosos, recebem de Jesus uma consolação: “Não se perturbe o vosso coração: na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos um lugar” (Jo 14,2). Não se refere aqui que vamos por diversos modos de vida, até chegarmos à morada definitiva. Refere-se a um lugar que Jesus prepara para nós onde veremos o Pai. Jesus diz: “Eu vos levarei comigo para que, onde Eu estiver estejais vós também” (Jo 14,3). Jesus está no seio do Pai. E para ali que conduz os discípulos. Em sua vida terrena, os discípulos são morada do Espírito que revela, Filho que mostra o Pai e conduz a Ele. Na continuação do diálogo, o apóstolo disse: “Não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” (5). Jesus os acalma: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (6). Na parábola da porta das ovelhas Jesus diz que Ele é a porta (Jo 10,7), quer dizer que não se vai ao Pai, senão por Jesus. Vamos, ensinados por Ele, para conhecer o caminho e vivendo sua vida. Nossa vida cristã tem que aprofundar a consciência dessa nossa habitação em Deus e Deus em nos. Somos muito superficiais. Claro que Deus não é conhecido somente intelectualmente, mas também pelo amor. O conhecimento de Deus, na clareza do Céu, se dará quando aprofundamos nossa fé e nosso amor no amor aos irmãos. Serviços no edifício espiritualPara habitar essas duas moradas recebemos a luz do Ressuscitado que é seu Espírito. Ele nos organiza como comunidade de pedras vivas no serviço fraterno da Palavra, da caridade e da oração. Na consciência de pertencer a uma raça eleita, cheios da graça de Deus como nação santa, pertencente a Deus, prestamos o culto como sacerdócio real, para proclamar as maravilhas de Deus. Mas também conduzimos a Igreja na realidade que se apresenta. Pedro, agindo sob a ação do Espírito Santo, compreendeu a situação de discórdia no atendimento aos pobres. Colocou a questão à comunidade que escolheu sete homens de boa fama e cheios do Espírito Santo que cuidariam das necessidades “sociais” da comunidade. A Igreja, Corpo de Cristo, tem muitos membros que, com seus dons, realizam os serviços na caridade. A Igreja tem a Palavra de Deus, mas deve saber também dar passos adiante para responder às atuais necessidades. Isso nos ensina a sagrada Tradição. Tradição não é conservar o passado, mas saber levar adiante a fé que recebemos e dar sua contribuição. Cada época deve pregar o Evangelho na realidade. A Igreja não é de bronze que enferruja, mas é uma árvore que precisa dos ramos novos para crescer e fortalecer o tronco.


Há dois tipos de moradas: uma, o edifício espiritual, onde somos pedras vivas e outra, aquela que Jesus nos prepara junto do Pai. Na moradia da terra somos pedras vivas que, com Cristo, pedra angular, edificamos o edifício espiritual. Nele se exercita a caridade. Para esses fiéis Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ele revela-lhes o Pai.




A outra moradia é o lugar preparado por Jesus na casa do Pai. Dizendo que há muitas moradas não quer dizer que passamos por diversas vidas, mas que há lugar para todos. Deus não exclui ninguém. Jesus nos conduz para o seio do Pai, no qual Ele está. Para lá chegarmos, Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Precisamos aprofundar o conhecimento dessa habitação de Deus em nós. Nós o fazemos pelo conhecimento da fé e do amor.3.O Espírito acompanha a Igreja em sua realização humana, organizando os diversos serviços. Pedro resolveu uma questão de grave discórdia, provocada no atendimento aos pobres. Pedro colocou a questão à comunidade que escolheu sete homens que cuidariam das necessidades sociais. A Igreja deve saber dar passos para resolver suas necessidades. Isso nos ensina a Tradição, que não é conservar o passado, mas saber levar adiante a fé que recebemos e dar sua contribuição.




A Igreja é uma árvore que cresce porque tem ramos novosHá lugar para todo mundoJesus, na última ceia, dá um chá de sossego ao nosso coração. Sempre temos certas preocupações a respeito da vida futura. Uma coisa é certa: não vai faltar lugar. Jesus diz: Na casa do meu Pai há muitas moradas. Mais ainda: Jesus mesmo vai preparar o lugar. E Ele tem jeito para a coisa. Depois vem nos buscar para estarmos onde Ele está.




Qual é o caminho? Ele próprio. Disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. Não há erro. Estando com Jesus, vemos o Pai, ouvimos suas palavras e fazemos as obras de Jesus. Podemos fazer obras maiores que as suas, pois cremos nEle.




Vendo tanta bondade podemos nos perguntar: por que nós, e mesmo outras religiões, nos damos o direito de dizer quem vai ou não vai entrar no céu? É muita pretensão.

domingo, abril 13

Encontro de catequistas


Neste domingo, no Salão de Festas Nossa Senhora Aparecida, aconteceu o encontro de catequistas presidido pelo Padre Cézar, que comentou sobre o Bom Pastor, da importância de sermos anunciadores da Palavra e de conduzirmos nosso "rebanho" ao caminho de Jesus Cristo.

Foi convidada para falar sobre o tema, a coordenadora pedagógica da CEMEI, Patricia Bernardo Cataneo, que fez uma análise, não do Bom Pastor mas sim do comportamento e características naturais das ovelhas que Ele tem sob o Seu pastoreio. Disse, através de pesquisas e estudos após o convite para falar sobre o tema, que muitos de nós, cristãos, acreditamos que quando Jesus se identificou como o Bom Pastor e, por analogia, a nós, seres humanos, como as Suas ovelhinhas, Ele estava nos tecendo um elogio, pois a ovelha é um animalzinho tão dócil, tão fofinho, tão inofensivo, tão puro, tão bonzinho...
Porém, para uma boa compreensão da real intenção, ou percepção, do Mestre, devemos procurar conhecer o comportamento, hábitos e algumas características das ovelhas, como as que descreverei, fundamentadas em um livro que li, há muitos anos, escrito por um pastor evangélico que em sua vida exerceu também a atividade de pastor de ovelhas.
Segundo ele, as ovelhas por dificuldade de faro, são susceptíveis a ingerir tudo o que encontram pela frente, não distinguindo as ervas daninhas - que podem lhes fazer mal ou mesmo levá-las a morte - da relva boa e saudável que lhes alimenta e lhes faz bem. Se no pasto existirem flores ou sementes coloridas de ervas venenosas que atraiam sua atenção, as ovelhas vão comendo e se envenenando. Por isso a necessidade permanente do pastor ir à frente, observando as pastagens para evitar que elas comam e morram.
Ao compará-las conosco Jesus quis nos ensinar que, como as ovelhas, nós também vamos ingerindo, indistintamente, tudo aquilo que vemos pela frente: ideologias, novidades, teorias, seitas, misticismos, modismos que, muitas vezes, apresentando-se a nós com um grande brilho, ou então com um colorido diferente e inédito, nos atraem e nos envolvem, para depois nos contaminarem lentamente até a nossa morte espiritual e física. Entre elas identificamos as drogas, algumas leituras, alguns hábitos modernos, etc.
Da mesma maneira este pastor acrescenta que as ovelhas, quando são atormentadas por aquelas pequeninas moscas que, atraídas pelo cheiro do suor, tentam pousar em suas caras, ficam tão desesperadas que começam a bater com a cabeça nas árvores ou em pedras, na vã tentativa de espantar estes insetos, chegando, em alguns casos, a sofrer fraturas na cabeça e morrer. Por isso o pastor tem o costume de ungir a cabeça delas com óleo misturado com essências para repelir estes irritantes insetos.
Nós também quando nos deixamos envolver por pensamentos e tentações que teimam em pousar ou permanecer em nossas mentes, nos atormentamos e começamos a “bater as nossas cabeças” teimosamente, tomando atitudes impensadas, agindo impulsivamente, etc. Se Jesus, o Bom Pastor, não vier em nosso auxílio, derramando o óleo do Espírito Santo sobre nós, não conseguiremos, sozinhos, nos livrarmos destes pequenos tormentos.
O mesmo pastor conta ainda sobre os conflitos entre as ovelhas. Quando duas delas disputam a mesma coisa começam a bater a cabeça uma contra a outra até uma, ou ambas, se ferirem gravemente. É necessária a presença constante do pastor a vigiar as ovelhas briguentas e a apartá-las, antes que se machuquem seriamente.
Nós, quando nos desentendemos com um, ou mais, de nossos irmãos, ficamos trocando “farpas”, revidando as agressões físicas ou verbais, nos vingando assim, um do outro, incessantemente, sem nos perdoarmos. Precisamos de Jesus o Bom Pastor para nos apartar e nos ensinar a termos paciência com nossos irmãos, a nos perdoarmos uns aos outros e a dividirmos irmanamente tudo o que temos: dons espirituais e bens materiais.
Uma outra informação, que este pastor deu, é sobre a tosquia das ovelhas. A lã vai crescendo ao redor do corpo e com o acúmulo de sujeira (já que as ovelhas não se limpam como os felinos) agregada aos pêlos, elas ficam cada vez mais pesadas. Se a lã se molhar elas ficam sujas e encharcadas, daí o peso é tanto que elas caem no chão e não conseguem mais se levantar com suas próprias forças. Se o pastor não acudi-las, ajudando-as a ficarem em pé novamente, as ovelhas podem morrer ali sozinhas. Por isso a necessidade da tosquia constante de sua lã, para a sua segurança e sua proteção.
Nós, durante nossa caminhada nesta vida, vamos acumulando “sujeiras” (pecados) que se agregam a nós. Pecados que se juntando aos bens materiais que vamos acumulando no decorrer de nossas vidas, vão nos tornando cada vez mais pesados. Quando caímos, pelo fardo de nossos pecados e de nosso apego às coisas materiais, se o Bom Pastor não nos estender Sua mão, oferecendo-nos o perdão e sugerindo a partilha de nossos bens, morreremos prostrados e solitários, sob o peso de nossas culpas e de nossa ganância.
Outro ensinamento é sobre aquela ovelhinha que nas ilustrações antigas aparece nos ombros do pastor, sendo por ele carregada para todos os lugares. Nossa primeira impressão é que esta ovelha deva ser a preferida do pastor, a ovelha mais dócil e mais obediente, não é? Nada disso! Esta é a ovelha fujona e teimosa, que não obedece ao Pastor e sempre escapa do rebanho, colocando em risco a própria vida, pois sozinha, longe do pastor e do grupo, ela fica vulnerável ao lobo que pode atacá-la a qualquer instante.
O pastor zeloso, desistindo de educá-la, quebra os ossos de uma de suas patinhas dianteiras, para que ela não consiga mais fugir e, a partir daí, carinhosamente, passa a carregá-la em seus ombros por toda parte, cuidando dela e alimentando-a pacientemente, como um Bom Pastor.
Quando, muitas vezes, sofremos uma “poda” de Deus que nos impede de caminhar livremente como gostaríamos de caminhar, isto pode ser um gesto de amor d’Ele nos impedindo que, com o mau uso de nossa liberdade, possamos ficar vulneráveis aos ataques dos muitos “lobos” que pelas estradas da vida nos espreitam, aguardando o momento certo para dar o bote.
Da próxima vez que ouvirmos de alguém, ou lermos nos Evangelhos, que nós somos as ovelhas do rebanho de Jesus, vamos ficar atentos para observarmos que atitudes iremos tomar durante o Seu pastoreio em nossas vidas.


Ficamos impressionados com a exposição da professora, pois ela soube retratar muito bem as palavras do pastor e conduziu sua palestra com clareza, objetividade e segurança. Parabéns!

Ainda nos conduziu em dinâmicas e um delicioso café fraternal.

Estamos gratos, Pe. Cézar, pela iniciativa, pois precisamos todos os dias ser fortalecidos pela Fé!

Por Ana Lúcia

sexta-feira, abril 11

Encontro de catequistas


Domingo, 13 de abril, no Salão de Festas da Igreja Nossa Senhora Aparecida, 1º Encontro de

Catequistas da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Mineiros do Tietê.

Das 8h00 às 10h00, com o Padre Cézar.




Demos graças nesta Semana de Oração pelas Vocações




Senhor Jesus,


torna-me atento e vigilante
no discernimento da vontade do Pai,

para que eu possa em tudo realizar a vocação
com que Ele, desde sempre, me quis e amou.
Na hora da dúvida e da provação
dá-me a certeza de não estar só,

mas de saber e querer-Te próximo,
para viver contigo a minha oferta,

seguindo-Te humilde e confiadamente
no serviço da Tua Igreja e do mundo”.



Dom António Marto


Teologia das Vocações Específicas


No que diz respeito à teologia das vocações específicas, convém observar o seguinte:
· Vocação leiga

O carisma da vocação laical ocupa um lugar central na Igreja, define a Igreja para o mundo. Outras vocações não têm essa centralidade. Através desse carisma a Igreja se faz presente no mundo.

O mundo e não a Igreja é a meta dos caminhos de Deus. A Igreja precisa se abrir para o mundo, por isso precisa de leigos. O leigo tem carisma e função para libertar a secularidade do mundo, mediante o anúncio de Jesus Cristo. Fazer com que o mundo tenha autonomia. O leigo tem a missão de fazer com que o mundo entre em comunhão com o mistério que a Igreja representa (Reino de Deus).

A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do batismo e da crisma. Ela ocupa um lugar central na Igreja, define a igreja para o mundo. O fiel cristão leigo tem o papel de libertar o mundo da secularidade, dos falsos ídolos e de todas as prisões que oprimem e destroem a pessoa humana. Vivendo no mundo como solteiro, casado ou consagrado (de maneira individual ou num instinto secular), os leigos são fermento na massa, sal e luz do mundo.Na vocação laical temos o estado de vida matrimonial. Chamados a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a constituir família. A família é chamada a constituir a Igreja doméstica. É a expressão visível do amor de Cristo pela sua igreja, sacramento de Cristo. É na família que é possível expressar as mais variadas formas de amor:Amor conjugal: é na entrega mútua, no relacionamento fecundo e construtivo que esposa e esposo desenvolvem sua potencialidade e se realizam plenamente como pessoa.Amor paternal e maternal: agradecidos a Deus pela continuidade do seu amor que se encarna no dom dos filhos, os pais retribuem esta dádiva amando, protegendo e educando seus filhos para se integrarem na comunidade e na sociedade.Amor filial: é como se fosse uma ação de graças, isto é, devolver aos pais a graça da vida que um dia lhe deram. Os filhos desenvolvem um amor aos pais como gratidão por tudo que lhes concederam.Amor fraternal: é o amor entre os irmãos e a experiência do amor oblativo e caritativo, sair do seu convívio familiar, perceber que há um círculo maior de pessoas e começar a compreender que somos todos irmãos. É aí que se desenvolve a sensibilidade aos problemas do mundo.

Além de constituir família, a grande missão da maioria dos leigos, sabemos que eles têm um importante papel na transformação da sociedade. Vejamos algumas de suas principais características:

a) Estar inserido no meio da sociedade como fermento na massa, sal que dá sabor e luz que ilumina os difíceis caminhos.

b) Colocar em prática as possibilidades cristãs escondidas no meio do mundo. Valorizar os sinais do reino presentes de maneira latente no meio da sociedade e - combater as tantas forças do anti-reino, ou seja, forças que promovem a injustiça e a morte.

c) Ser sinais visíveis de Jesus Cristo na família, no trabalho, na política, na economia, na educação, na saúde pública, nos Meios de Comunicação Social, nos órgãos públicos, nos esportes, no serviço liberal e em tantos outros espaços no meio da sociedade.

d) Praticar a sua fé e seu amor a Deus em todos os lugares e em quaisquer necessidades.

e) Participar com fidelidade e criatividade na construção de um mundo novo.

f) Os cristãos leigos vivem o Evangelho que lêem, que rezam e que celebram, não apenas entre paredes de uma igreja, mas em todos os lugares. São aqueles que fazem do seu trabalho a liturgia diária e prolongam a Missa Dominical em todos os dias da semana.
· Vocação Consagrada

O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso.

A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.

Os religiosos vivem:

a) Como testemunha radical de Jesus Cristo,

b) Como sinal visível de Cristo libertador,

c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs,

d) A total partilha dos bens,

e) O amor sem exclusividades,

f) A consagração a um carisma específico,

g) Numa comunidade fraterna,

h) A dimensão profética no meio da sociedade,

i) Assumem uma missão específica. j) Um religioso vive em primeiro lugar a sua consagração nos votos, depois, por carisma congregacional, por vocação e necessidade da Igreja, se ordena padre.
· Vocação Presbiteral

Vamos falar aqui do sacerdócio ministerial específico. O Sacerdócio fundamental é comum a todo cristão leigo. Cristo fez do novo povo um reino de Sacerdotes para Deus-Pai (cf. Ap 1,6).Pelo Batismo todos participam da dimensão sacerdotal de Cristo (LG 27).

O sacerdócio ministerial pelo poder conferido, forma e rege o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico na pessoa de Cristo e o oferece a Deus em nome de todo o povo (LG 28).

O ministério ordenado (carisma próprio do diácono, presbítero e bispo) é uma vocação carismática particular.

O Espírito Santo - concede esta vocação a alguém e esta vocação converte-se em função.Um carisma que se converte em ministério. Ratifica-se após a imposição das mãos do bispo.O presbítero é chamado a assumir o ministério hierárquico na Igreja como serviço aos irmãos. Esse ministério surgiu na geração apostólica quando os apóstolos se preocuparam pela continuidade das comunidades. Assim como não poderia existir comunidade primitiva sem apóstolo, da mesma forma não pode existir comunidade cristã sem padre.
· Vocação Missionária

"Ide, pois ensinai todas as gentes, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).

O apelo missionário de Cristo perpassou todos os séculos, e chegou até nós. Já sabemos que toda vocação é também uma missão, e imbuídos desta missão sacerdotais, religiosos, bispos e leigos ao longo dos séculos levaram para frente o Evangelho, em todos os lugares e circunstâncias.

Qualquer vocação, nunca se restringe ao seu lugar, e um alcance missionário, universal, tem sempre uma irradiação.Por exemplo: Santa Teresinha, Padroeira das Missões sem ter saído das quatro paredes do Carmelo, viveu o anseio evangelizador, o dinamismo missionário.Pelo batismo e pela crisma somos todos missionários através do diálogo, da caridade e de inúmeros estilos de vida, começando pelo próprio ambiente. Missionários "Ad Gentes" - muitos cristãos sentem o chamado para servir a Deus em outros lugares, deixando casa, terra…