
domingo, março 30
MISSA DOS SANTOS ÓLEOS: A MISSA DA UNIDADE DIOCESANA

Representantes das 4 Regiões Episcopais, entre eles 102 presbíteros e 21 diáconos, lotaram a Catedral na ocasião em que “o Bispo concelebra com o seu presbitério e que deve ser tida como um sinal de comunhão dos presbíteros com seu Bispo”.
Em sua homilia, voltado ao seu presbitério, Dom Paulo enfatizou a carta que recebera como conclusão do Encontro Nacional de Presbíteros, acontecido em fevereiro p.p., que dizia do compromisso do padre com o Bispo de “construir uma Igreja solidária, uma Igreja aberta a todos, uma Igreja ministerial”. Disse também que “Padre significa Pai e que tem filhos inumeráveis, incontáveis e a eles o padre deve servir, ajudar, acompanhar e amar. (...) Hoje nós falamos da Igreja Povo de Deus e é em razão desta Igreja que existem Bispos, Padres e Diáconos”. Ao concluir, ressaltou a importância dos Santos Óleos que são sinal de consagração diante dos diversos sacramentos.
Durante a celebração, aconteceu também, a renovação das promessas sacerdotais. Pe. Carlos Alberto Giacone, animador da celebração, pediu aos colegas presbíteros que, naquele momento, lembrassem do dia de sua ordenação. Em seguida, houve o rito de Bênção dos Santos Óleos e Consagração do Crisma que já estão sendo usados em todas nossas comunidades até a próxima Semana Santa.
Ao final, após manifestar mais uma vez sua alegria em estar reunido com ‘a diocese’, e apresentando os reitores dos 4 seminários, Dom Paulo, como sinal de carinho e amor aos padres que são a figura do Cristo, entregou-lhes o Catálogo Diocesano de Endereços 2008 juntamente com uma carta e lhes pediu que estendessem a mão para a benção de envio a toda assembléia.
Seminarista
sábado, março 29
Sem motivação, o catequista é nada!

quinta-feira, março 27
Reflexos da misericórdia
O que, nesta Festa da Divina Misericórdia, o Senhor lhe convida a viver.
Eu sei que você tem muitas graças a agradecer a Jesus Misericordioso, mas eu também preciso dizer que esta é a devoção dos que não têm medo dos sofrimentos por ser sinal de contradição diante deste mundo incrédulo.
Quando uma pessoa não realiza a missão que é dada a ela, ninguém mais pode realizar, porque o chamado de Deus é irrevogável. O que é dado a você, só você pode realizar.
E Jesus diz: “Não temas! A minha graça estará contigo”.
Deixe seu comentário sobre essa reflexão.
A paz esteja conosco!
Devoção à Divina Misericórdia

A devoção à Divina Misericórdia foi pedida por Jesus à Irmã Faustina Kowalska, na Polônia.
As formas dessa devoção, de extrema eficácia à salvação das almas, são:
a Imagem,
a Festa (1º domingo depois da Páscoa),
a Novena,
o Terço, e
a Hora da Misericórdia Divina (às três horas da tarde).
Irmã Faustina foi beatificada em 1994 e canonizada em 30 de abril de 2000, sendo agora invocada como Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.
A Hora da Misericórdia
Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:
"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que, somente por causa de Jesus, Deus está abençoando a Terra."
Jesus disse à Irmã Faustina:
"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro."
"Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão."
"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, o mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça. Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar a Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento."
Em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:
"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."
No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário: o Terço da Misericórdia.
Disse Jesus a Irmã Faustina:
"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz.'
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".
Esse terço é rezado no terço comum, substituindo as orações do terço como indicado:
No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo
O Diário de Irmã Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que fosse estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a "Festa da Misericórdia". Ele disse:
"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças.
Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate...
A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas...
Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia." (Diário nº.699)
"Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai... Por minha parte, nada negarei a nehuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas."(Diário nº.1209)
2º DOMINGO DA PÁSCOA

A segunda ação do Senhor (deu graças) evoluiu para a ação litúrgica da grande Oração Eucarística: desde a saudação e convite a “dar graças”, até o “Amém” final, cantado por toda a assembléia. A terceira ação do Senhor (partiu, repartiu o pão) evoluiu também para uma ação litúrgica bem específica: a “fração do pão”. É o momento em que o sacerdote, antes da comunhão, pega o pão consagrado e parte-o (em pequenos pedaços, se for o caso, para ser também distribuído).
Trata-se de uma ação litúrgica de suma importância, mas ainda muito pouco valorizada. É realizada muitas vezes de qualquer jeito, sem expressão, às pressas, em plena movimentação do abraço da paz, de tal maneira que o povo nem percebe. E por que não é valorizada? Porque ainda não atinamos com o seu profundo sentido antropológico e teológico. Ela merece ser compreendida para melhor ser vivida nas comunidades cristãs.
Um questionamento a partir do humano
Todos já participamos de uma festa de aniversário. Num dado momento da festa, acontece uma significativa ação ritual que marca o ponto alto do evento. É o momento de cortar o bolo. Observemos o que acontece. Todos se reúnem ao redor da mesa. Acendem-se as velinhas. O aniversariante se posta diante daquele maravilhoso “símbolo” de sua vida. Instante de expectativa e emoção. Os olhares de todos se concentram brilhantes sobre o bolo iluminado e sobre o aniversariante feliz, como se ambos fossem um só. Canta-se, com entusiasmo, o “Parabéns a você”.
O aniversariante apaga as velas, sob estrondosos vivas e salvas de palmas. E aí vem o momento alto, acompanhado novamente de vivas e mais aplausos: a ação “ritual” de cortar o bolo, que depois é distribuído a todos. Então, a gente pergunta: e, na Missa, no momento da fração do pão, não seria natural que tivéssemos uma “vibração” pelo menos um pouco parecida? Como é valorizada a ação simbólico-ritual do “partir o pão” em nossas Missas? Qual é a “vibração” dos cristãos em relação a esse momento especial da Missa? Como é o olhar de todos sobre o gesto de partir o pão sagrado? Dá para vibrar?
Pelo jeito, temos que acordar e aprender (mesmo!) a valorizar mais o momento da fração do pão na Missa. Afinal de contas, “Fração do Pão” foi o primeiro nome da celebração eucarística. E o Catecismo da Igreja Católica nos apresenta os motivos: a Missa se chamou “Fração do Pão”, porque esse rito, próprio da refeição judaica, foi utilizado por Jesus quando abençoava e distribuía o pão como presidente da mesa (cf. Mt 14,19; 15,36; Mc 8, 6-19), sobretudo por ocasião da Última Ceia (cf. Mt 26,26; 1Cor 11,24).
É por esse gesto que os discípulos o reconhecerão após a ressurreição (cf. Lc 24,13-35), e é com essa expressão que os primeiros cristãos designarão suas assembléias eucarísticas (cf. At 2,42-46; 20,7-11). Com isso querem dizer que todos os que comem do único pão partido, Cristo, entram em comunhão com Ele e já não formam senão um só corpo nele (cf. cf. 1Cor 10,16-17) (n.º 1329).
Um sentido teológico por trás do gesto da “fração do pão”
Outro motivo para valorizar mais o gesto da “fração do pão”: proveniente da tradição mais antiga da grande família cristã, que é a Igreja, trata-se de uma ação litúrgica profundamente simbólica e de grande densidade teológica. Comecemos relembrando o que Jesus fez e disse na última ceia. Ele partiu o pão e disse: “Isto é o meu corpo entregue em favor de vocês... Façam isso em memória de mim”. Meu corpo entregue!... Realmente, na cruz, seu corpo foi entregue, quebrado e partido em favor de todos nós.
E esse mesmo corpo, agora ressuscitado, continua sendo entregue e partido em nosso favor. Quando? Quando nos reunimos para o memorial de sua paixão, morte, ressurreição, ascensão e dom do Espírito, na Missa, nossa Ceia com o Senhor. Então, o que acontece: o rito da fração do pão nos torna visível o mistério da morte e ressurreição de Jesus, pelo qual aconteceu o esmagamento do pecado do mundo e a vitória sobre a morte. Em outras palavras, ao ver na Missa como o pão é partido, contemplamos o mistério da morte e ressurreição de Jesus, seu corpo entregue (estraçalhado) na cruz e agora repartido entre nós, para nossa salvação. E tudo isso sem Ele falar, nem reclamar de nada.
É impressionante seu silêncio. É como um cordeiro que, ao ser sacrificado, fica em total silêncio, não dá um gemido. Por isso que, ao olhar o pão sendo partido, na ação litúrgica da fração do pão, muito cedo as comunidades cristãs, impressionadas com o que viam, começaram a cantar: “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós”. E tudo sem nos esquecermos também do sangue do Cordeiro derramado que, agora, depois da ressurreição, não está separado do corpo, mas unido. Por isso que, ao partir o pão consagrado, o sacerdote coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio: “Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna”.
Os desafios em relação ao gesto litúrgico da fração do pão já se evidenciaram de alguma maneira. Seu sentido humano e teológico nos provoca a valorizá-lo melhor para melhor ser vivido. Se assim o fizermos, como, aliás, nos orienta a Igreja na Instrução Geral ao Missal Romano, “o gesto da fração do pão... (com certeza) manifestará mais claramente o valor e a importância do sinal da unidade de todos num só corpo, e da caridade fraterna pelo fato de um único pão ser repartido entre os irmãos” (n.º 283).
terça-feira, março 25
ADOLESCÊNCIA: TEMPO DE TRANSFORMAÇÕES

A puberdade refere-se ao período no qual se manifestam as características sexuais secundárias, com transformações no corpo e alterações no metabolismo. A adolescência constitui um período mais amplo, que alguns autores consideram uma invenção cultural da sociedade contemporânea.
Este é um tempo de passagem da infância para a vida adulta, um período de preparação para que a criança se transforme num membro ativo da sociedade, num indivíduo produtivo, criativo, independente e capaz de perpetuar sua espécie". Assim a dra. Laura Marisa Calejon — psicóloga e professora de Psicologia do Desenvolvimento nas Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo — define puberdade e adolescência, épocas marcantes no processo evolutivo de todo ser humano.
O termo puberdade deriva da palavra latina pubertas, que significa "idade da humanidade". Este período começa aproximadamente aos 11 anos, com o alargamento gradual dos ovários e demais órgãos reprodutores femininos e o desenvolvimento da próstata e das vesículas seminais, nos homens.
Paralelamente, há o crescimento dos seios, a primeira menstruação (menarca), nas meninas; o desenvolvimento da musculatura, a mudança de voz, nos meninos; e o aparecimento de pêlos pubianos. Todas estas mudanças são o resultado do aumento da produção de hormônios pela glândula pituitária anterior.
O hormônio pituitário estimula a atividade das gônodas, ou seja, as glândulas genitais, incrementando a produção dos hormônios sexuais e dos espermatozóides e óvulos maduros. A combinação dos hormônios sexuais com outros hormônios provoca ainda o crescimento dos ossos e músculos.
Entretanto, é importante observar que tanto o crescimento físico quanto a maturação sexual variam muito entre os jovens: um adolescente de 15 anos, por exemplo, pode não apresentar ainda nenhum desenvolvimento característico da puberdade, enquanto outro da mesma idade já revela fisicamente todas as indicações da maturidade.
CONFUSÃO DE IDENTIDADE
Do ponto de vista da psicologia, tais transformações físicas constituem um dos acontecimentos mais dramáticos experimentados por uma pessoa ao longo de sua existência. Porém muitos outros ajustamentos são cobrados dos jovens nesta fase o que torna a adolescência um período de conflitos e crises, que posteriormente terão influência na formação de sua personalidade.
Entre os principais desafios com que, em geral, os adolescentes defrontam, pode-se citar: as exigências de independência e autonomia, os ajustamentos sexuais, os relacionamentos com os companheiros, a preparação para uma profissão e o desenvolvimento de uma filosofia básica de vida, pela qual possam se orientar.
"Este é um período onde várias possibilidades precisam ser escolhidas e muitas potencialidades estão por desenvolver, o que o torna uma fase muito difícil, mais ou menos conflituada, dependendo de como a pessoa evoluiu e elaborou suas crises até este momento" — expõe dra. Laura.
Erik Erikson, psicanalista e teórico da psicologia do desenvolvimento, denomina a crise desta idade como identidade versus difusão de identidade. Para ele, identidade significa a síntese integradora das diferentes vivências, e o adolescente, que está em busca desta síntese, sente o peso de toda a angústia e tensão resultantes da procura e da confusão de papéis que ele está vivendo. Pode-se afirmar que seu problema primordial é responder à pergunta: "Quem sou eu?"
Diz Erik Erikson: "A identidade que o adolescente quer esclarecer é quem é ele, qual será o seu papel na sociedade. É uma criança ou um adulto? Será capaz algum dia de ser marido ou pai? Que será dele enquanto trabalhador e assalariado?... Em suma, será um fracassado ou terá êxito? Em função dessas indagações, os adolescentes preocupam-se, por vezes morbidamente, com sua aparência aos olhos dos outros, comparada à própria concepção de si mesmo e com o modo como ajustar as regras e Habilidades aprendidas anteriormente ao estilo atual".
Evidentemente, o jovem não tem condições de assumir toda a responsabilidade que a sociedade lhe delega e nem mesmo tem ainda consciência de seu papel social. Contudo, para que ele se torne realmente um adulto, precisa resolver-se, definir-se e escolher, do contrário partirá para a vida adulta sem saber o que fazer, quais são seus valores, se se comporta como um homem ou uma mulher, etc.
"Ao resolver a crise de identidade, saindo da confusão de papéis, o adolescente se define no plano sexual, biológico, profissional e ideológico. Assim, poderá desenvolver estruturas e recursos próprios que permitirão viabilizar efetivamente suas escolhas, o que a gente chama de assumir a própria vida" — explica dra. Laura Marisa.
TRANSFORMAÇÕES QUE ASSUSTAM
Quando as meninas são bem orientadas, chegam à adolescência preparadas para aceitar a menstruação e as demais transformações de seu corpo. Mas esses fenômenos poderão representar acontecimentos ameaçadores e assustadores se não estiverem claramente conhecidos e assimilados. Da mesma forma, os meninos podem se surpreender e se preocupar com o aparecimento de poluções noturnas, isto é, ejaculações do fluído seminal durante o sono, muitas vezes acompanhadas de sonhos eróticos.
Entretanto os jovens podem acolher tudo isso como coisas naturais que fazem parte do processo normal do crescimento. "O corpo em transformação passa a ser outro corpo" — afirma Laura Calejon —, "e tanto o menino quanto a menina podem encarar as primeiras manifestações do corpo adulto como uma aquisição importante ou como a perda de sua infância, um tempo que está se acabando.
Se o desenvolvimento anterior foi satisfatório.fica mais fácil elaborar o luto pela infância perdida, valorizando os novos recursos, percebendo sua própria capacidade reprodutora, entendendo que não está perdendo nada e assumindo as responsabilidades pela novas aquisições".
Porém as orientações recebidas e as experiências vividas durante a meninice são as mais variadas possíveis, produzindo também as mais diferentes reações na adolescência. Muitas meninas, por exemplo, esperam tranqüilamente sua primeira menstruação e sentem-se orgulhosas quando ela chega, e outras sentem vergonha e mesmo medo diante do suposto perigo que ela representa.
Um comportamento assim negativo pode perfeitamente ser evitado, se os pais, sobretudo as mães, ajudarem suas filhas, estimulando-as a sentir-se felizes com sua feminilidade, representada pelo advento da menstruação, e providenciando um atendimento médi-co-ginecológico adequado para elas.
Aparentemente os adolescentes de hoje estão mais bem informados sobre estas questões e, portanto, deveriam apresentar menos inquietações. Porém, nem sempre eles recebem as instruções mais correias e apropriadas, principalmente se aprendem somente em conversas com companheiros. Nota-se que muitos jovens apenas reprimem suas ansiedades, desejos e dúvidas e, sem entenderem direito o que lhes está acontecendo, ou sem conseguirem controlar todas as suas fantasias, torturam-se com medos desnecessários e infundados.
O APRENDIZADO DO AMOR
"Na verdade, na primeira fase da adolescência, os garotos e as garotas não possuem muita consciência dos impulsos sexuais. Eles começam a se interessar pelo sexo oposto e a experimentar o amor. E os primeiros amores são sempre coisas muito sérias que marcam para toda a vida, porque constituem experiências novas e profundas e trazem gratificações e frustrações, alegrias e sofrimentos." As palavras da dra. Laura revelam toda a importância dos envolvimentos amorosos dos jovens e da experiência de intensas e novas sensações sexuais.
Para quem está começando a caminhar por esta trilha, tanto as frustrações como as gratificações constituem experiências necessárias ao aprendizado, alicerces para os relacionamentos futuros. Pela própria vivência, o jovem irá descobrindo toda a riqueza afetiva, a ternura, as exigências, as renúncias e as doações que fazem parte do relacionamento com o outro sexo. Não se pode negar também a força dos impulsos sexuais na adolescência que cada jovem assume e expressa de formas variadas, de acordo com suas características pessoais e com a vasta rede de influências psicológicas e culturais.
Eles precisam aprender a enfrentar direta e conscientemente estes impulsos, para encontrar em si mesmos os meios de lidar com eles sem culpas excessivas e de controlá-los sadiamente sem inibições.
O aprendizado do amor exigirá do adolescente tempo, paciência e atenção, até que alcance sua plena maturidade, consistindo um tarefa que se realiza lenta e gradativamente. Neste aspecto, a presença dos pais mas uma vez representa um ponto de referência e apoio. Ò jovem está confuso e não tem consciência do que significa o amor, apenas o pressente. Os pais, então, podem ensiná-lo como usar sua sexualidade de maneira livre, responsável e ordenada, como controlar seus instintos e orientá-los para o amor.
Recém-saido da infância, o adolescente observa as relações dos mais velhos, mira-se no seu exemplo e aprende. Por isso, o casal que vive com felicidade e serenidade e dá testemunho de união e amor fecundo está contribuindo para que seus filhos se preparem mais adequadamente para a vida amorosa e sexual, impregnando-os com uma imagem positiva e saudável de amor conjugal.
SOB O SIGNO DA CONTESTAÇÃO
Os adolescentes precisam ainda se sentir amados e aceitos por seus pais, o que representa um suporte de segurança afetiva, tranqüilidade e esperança para enfrentarem as crises e conquistarem sua identidade pessoal. Porém, se, durante os 10 ou 11 primeiros anos de vida, o filho não percebeu os pais como pessoas que o amavam e o compreendiam, dificilmente se aproximará deles quando se tornar adolescente, mantendo-se arredio e rebelde. Uma boa interação, entretanto, não suprime os conflitos entre pais e filhos, já que a contestação também constitui marca registrada da adolescência.
"A contestação não é indício de um relacionamento ruim, mas surge da necessidade que o adolescente tem de avaliar os prós e os contras do que os pais lhe dizem, de experimentar suas possibilidades e de fazer suas escolhas. A partir disso, ele está exercitando e assumindo sua identidade" — orienta a dra. Laura. Claro que nem sempre será possível para os pais terem muita paciência com estes treinos dos filhos, principalmente se entenderem suas atitudes como um desafio ou desrespeito. Mas, quanto mais permitirem a existência da contestação dentro do lar, melhor será o desenvolvimento do adolescente.
Além disso, é importante lembrar que, diante do filho adolescente, os pais também se sentem confusos e experimentam conflitos, decepções, preocupações e medos. Sentem, ao mesmo tempo, orgulho e alegria em ver os filhos crescerem;dor por saberem que os estão perdendo a cada dia para o mundo; e certa insegurança, pois eles mesmos estão deixando de ser um homem e uma mulher jovens para se tornarem pessoas maduras. Mas, de todas estas crises, nascerão pessoas novas e outra forma de relacionamento entre pais e filhos.
segunda-feira, março 24
Depressão


A depressão, doença tão comum em nossos dias, está envolvida por muitos mitos como acontece com várias outras doenças que envolvem o sentimento das pessoas. Aqui queremos desmistificar alguns deles. (1 Cor 13,5)
A depressão não é uma manifestação de caráter imperfeito ou de fraqueza humana, a depressão é uma doença grave. Portanto todos estamos sujeitos a ficarmos deprimidos.
A depressão não é apenas um "mau-dia", não é simplesmente "acordar mau-humorado".
Outro mito que afasta pessoas de procurar ajuda, e as afasta mais ainda de buscar oração e orientação espiritual diz respeito à fé: "Pessoas de fé não ficam deprimidas". Se pessoas profundamente religiosas e até mesmo com Dom de cura são vítimas de pressão alta, resfriados, esclerose e outras tantas doenças, por que não podem ficar deprimidas, se a depressão é uma doença? Portanto pessoas que possuem uma crença e um relacionamento íntimo com Deus também ficam deprimidas. O que ocorre com muita freqüência é um esfriamento deste relacionamento com Deus, porque é próprio da depressão levar a uma dificuldade de concentração, a um sentimento de indignidade, imobilizando desta forma várias áreas da nossa vida, inclusive a fé.
São três os fatores se entrelaçam e podem determinar o surgimento da depressão: a história familiar de pacientes depressivos revela que seus parentes sofrem ou sofreram de depressão, tornando-os predispostos a desenvolverem a doença; o estresse é uma força propulsora que, agrupado a outros fatores, pode desencadear a depressão; a tristeza, o pesar das perdas e a solidão são fatores que, quando não bem elaborados, não expressados adequadamente, transformam-se em doenças, uma delas a depressão.
As principais características da depressão são: Ruminação de pensamentos, sono conturbado, aumento ou diminuição do apetite, redução da capacidade de concentração, incapacidade de encontrar prazer em atividades agradáveis, perda de energia, dores crônicas e sofrimento que parecem ter causa física, mas que não reagem ao tratamento, afastamento e isolamento social.
Devemos ter em mente que depressão é uma doença grave e precisa ser tratada. O psiquiatra é o profissional mais indicado para o tratamento, pelo fato de haver um desequilíbrio químico cerebral em muitos casos. O tratamento clínico acompanhado de psicoterapia se torna mais eficaz , pois a psicoterapia vai levar o paciente a desenvolver habilidades para combater o problema e suas angústias. Porém é a perseverança na oração, mesmo nos momentos de maior aridez que vão sustentar a pessoa deprimida e dar-lhe força para enfrentar o tratamento.
Sendo o isolamento um fator desencadeante da depressão, uma das melhores formas de combate-la é evitar este isolamento, buscando contato com pessoas que tenham significado em suas vidas, buscando atividades que possam ser úteis, ajudando outras pessoas necessitadas; ninguém é suficientemente "pobre" que não tenha nada para dar ou suficientemente "rica" que não necessite de carinho.
Concluindo, deixemos de lado os paradigmas de que a depressão só ataca pessoas fracas e sem fé. É obrigação nossa como seres humanos e cristãos estarmos sempre atentos para nossas reações físicas, pois o corpo fala, nos dá sinais de como está nossa saúde física, mental e espiritual. Fiquemos atentos! Fiquemos também atentos às pessoas que estão ao nosso redor e nos procuram. Elas podem estar sofrendo caladas, esperando uma abertura, nem que seja uma pequena fresta para colocarem seus sentimentos e suas dores. Não podemos nos esquecer do calor humano que se expressa através do dar as mãos, não só no sentido figurativo, mas no seu verdadeiro sentido de abraçar, de acolher, de acalentar, de partilhar, de conversar e de compreender.
Mara Silvia M. Lourenço Psicóloga
por favor :((
Ela cansou do seu mundo
Ele não faz sentido, faz sentido
Ela cansou do seu mundo
Eu não sei só estou brincando
Só desta vez
Ela espera ajuda, ajude ela
Animal criado, mal educado, imundo selvagem
Ela espera vc ...
Senhor Ateu vc pode ajudá-la Agora?
É tudo mentira, ela espera sua ajuda sentada na cadeira, nem tudo é mentira
De frente para a Verdade...é tudo verdade
É só seu preço estampado em notas simples de uma melodia singular
Sonhos destilados em palavras moribundas
Egoistas esgotados e perdedores aflitos..estamos aqui, ela espera vc
Só desta vez, Não a faça esperar
O show vai começar..só pra vc
Toque aquela melodia..faça seu teatro ter sentido
Caras e bocas para quem não quer te ver
Eu não vou me levantar por você,
Sente aí seu Animal
Lua triste, anjos perdidos...onde vc foi aquela noite
Onde vomos esta noite
Músicas chatas..refrões cortantes
Monotonia na fala e vestígios do nada hm.......
Haaaa sim não esqueça dela. Ela espera por vc debaixo daquela arvore no bosque...
Das musicas repetidas e sentimentos obscuros.
Vá lá e a ajude
Lhe dê a mão para levantar.
Olhe em sua face, em seu corpo seus medos.
Cante a melodia e toque seu piano em notas triste.
Vazio, intediado pelo seu coração
Com sentimentos expostos ao seu fardo..
Cante aquela musica para ela.....
Eu faço idéia de como ela se sente, eu sei, imagino
Não a esqueça, olhe em seus olhos e lhe de as respostas.
.........não mais.............
sábado, março 22
PARA ENTENDER A PÁSCOA

Ora bem, para entender a Páscoa cristã, é conveniente descobrir a sua origem na festa judaica com o mesmo nome. O ritual desta festa judaica é apresentado pelo livro bíblico do Êxodo (Ex 12,1-28). É a festa mais importante do calendário judaico. Deste texto se pode concluir que a Páscoa compreende mais do que a simples passagem do Mar Vermelho. Ela refere-se ao evento da libertação no seu conjunto, compreendendo: a Ceia Pascal, a libertação do Egipto após essa ceia, a passagem propriamente dita, a caminhada pelo deserto e a aliança no monte Sinai (consubstanciada nos Dez Mandamentos dados por intermédio de Moisés). Todos estes acontecimentos são lembrados como Páscoa e ficam a constituir um marco histórico na história do povo hebreu. E assim todos os anos, na noite de lua cheia da Primavera, os hebreus celebravam a Páscoa com a imolação do cordeiro e com pães ázimos (sem fermento) e com cânticos apropriados. Para ter uma noção mais exacta, recomenda-se a leitura do capítulo 12 do livro do Êxodo e também o capítulo 12 do livro do Deuteronómio.
Essa celebração ganhou uma nova dimensão com o passar do tempo. Em outras ocasiões, quando eram dominados por estrangeiros, os judeus celebravam a Páscoa lembrando o passado, mas pensando no futuro, com esperança duma libertação definitiva. A celebração da Páscoa compreendia assim três aspectos diferentes:
* o passado: o acontecimento histórico da libertação do Egipto em que Israel se tornou o Povo de Deus;
* o presente: a memória ritual do facto passado levava o israelita a ter consciência de ser libertado por Javé (=Deus) sempre que era subjugado;
* o futuro: a libertação do Egipto era símbolo duma definitiva libertação de toda a escravidão.
Em poucas palavras, Páscoa significa essencialmente a passagem da escravidão para a liberdade. E, nesse sentido, é também a maior festa do cristianismo, pois nela se comemora a Passagem de Cristo «deste mundo para o Pai», da «morte para a vida», das «trevas para a luz». A Páscoa, embora calhando sempre ao domingo, é, no entanto, uma das festas móveis do calendário cristão e o seu ponto alto é a Vigília Pascal. A Páscoa acontece no primeiro domingo depois da lua cheia, nunca antes de 22 de Março nem nunca depois de 25 de Abril. Embora tenha a sua origem no Pessach, quando os judeus comemoram a libertação dos hebreus da escravidão no Egipto, a Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Jesus, oferecendo o seu corpo e sangue, institui a nova Páscoa (Mt 26.1-2;17-20): a libertação total do mal, do pecado e da morte, numa aliança de amor de Deus com a humanidade. Por isso, a nova Páscoa não é uma libertação política do poder dos romanos, como os judeus esperavam. No tempo de Jesus, poucos entenderam que o Reino de Deus transcende o aspecto político, histórico e geográfico.
CELEBRAR, PORÉM, A PÁSCOA DE JESUS SÓ COMO UM ACONTECIMENTO DO PASSADO NÃO TEM SENTIDO SENÃO HISTÓRICO. É PRECISO REVIVER OS ACONTECIMENTOS DA SUA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO APLICANDO-OS À PRÓPRIA VIDA. TAMBÉM O CRISTÃO TEM QUE RENASCER PARA UMA VIDA NOVA.
O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = «pentecostes»), vividos e celebrados como se fosse um só dia: «Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse dum só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).
O que é a Páscoa?
O Círio Pascal
Os Padres da Igreja
Catecismo da Igreja católica
O dia da Páscoa cristã, que marca a ressurreição de Cristo, de acordo com o Decreto do Papa Gregório XIII Inter Gravissimas, de 24 de Fevereiro de 1582, é o primeiro domingo depois da Lua Cheia, que ocorre no dia ou depois de 21 Março (equinócio de Outono no hemisfério sul).
É EM CRISTO, PELO SEU SANGUE, QUE TEMOS A REDENÇÃO, O PERDÃO DOS PECADOS, EM VIRTUDE DA RIQUEZA DA SUA GRAÇA (Ef. 1,7).
OS SÍMBOLOS DA PÁSCOA
Nas últimas décadas, a humanidade sofreu grandes transformações. Para isso contribuiu o capitalismo que transformou tudo (ou quase tudo) em fonte de lucro. Mesmo as grandes festas religiosas não escaparam a esse fenómeno. Entre elas, contam-se o Natal, a Páscoa, o Dia da Mãe, o Dia do Pai e até o Dia da Criança. Com essa «profanação», essas festas foram perdendo pouco a pouco o seu sentido original. A finalidade destas linhas é procurar restaurar um pouco o sentido das coisas.
Os ovos de Páscoa
Um dos símbolos que recordam o Domingo de Páscoa e Ressurreição é o ovo, que significa nascimento, vida nova. Os ovos da Páscoa são famosos no mundo inteiro, embora talvez pouca gente saiba bem porquê. Os mais comuns são os ovos de chocolate. Há uma tradição que diz que o costume de oferecer ovos vem da China. Se é assim, então lembre-se que, ao abrir o seu ovo de Páscoa, a paciência chinesa é responsável por essa tradição. Seja como for, os ovos eram oferecidos como presente na festa da Primavera e provavelmente como símbolo do desejo de nova vida. Na antiguidade, também os egípcios e persas costumavam oferecer ovos aos amigos por ocasião do começo da Primavera. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam até que a Terra tinha tido origem num ovo gigante.
Depois da morte de Jesus Cristo, os cristãos adoptaram e cristianizaram esse costume como lembrança da ressurreição. Mas foi só no século XVIII que a Igreja o aceitou oficialmente como símbolo da Páscoa. Desde então, é costume trocam-se ovos enfeitados no Domingo após a Semana Santa. Os cristãos da Igreja primitiva do Oriente foram os primeiros a trocar entre si ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, ou seja, o nascimento para uma nova vida.
Seja como for, a Páscoa é e deve ser sobretudo a maior festa dos cristãos, porque nela celebramos a ressurreição de Jesus, a sua Paixão e Morte e a sua Vitória sobre a morte (cf. Rm 6,9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo, tornamo-nos participantes dessa nova vida (cf. Rm 6,5).
O fato de os ovos utilizados na Páscoa serem geralmente de chocolate parece ter a sua razão de ser numa história que tem origem nas civilizações dos Maias e Aztecas. Segundo essa história, o chocolate era como algo sagrado, tal como o ouro. Segundo nos dizem alguns estudiosos, os aztecas usá-lo-iam até como moeda de troca.. Na Europa, o chocolate aparece a partir do século XVI e populariza-se muito depressa. Trata-se duma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, às quais se juntam água, mel e farinha, sendo, ao início, consumido, de preferência, como bebida. Em todo o caso, era considerado como alimento afrodisíaco e fonte de vigor. Mas os ovos de chocolate, como os conhecemos hoje, surgem só no século XX. Desde então, trocam-se os ovos enfeitados no domingo após a Semana Santa.
A princípio, ofereciam-se ovos verdadeiros mas enfeitados. Depois, estes foram substituídos por ovos de chocolate. Há razões para explicar a substituição de ovos naturais pelos de chocolate? Parece que sim. E uma delas diz-nos que se deve ao facto de a Igreja proibir, durante a Quaresma, a alimentação que incluísse ovos, carne e derivados de leite. Mas a verdade é que, independentemente disso, o chocolate, unido à Páscoa, estará então a representar o facto de a Ressurreição de Cristo ser a fonte da vida e do vigor.
O coelho
Um outro dos símbolos da Páscoa é o coelho. À primeira vista, o coelho não parece ter nada a ver com o sentido da quadra. A tradição do «Coelho da Páscoa» foi importando para a América pelos imigrantes alemães em meados do século XVIII. O motivo por que este animal está associado à Páscoa será o facto de, segundo a tradição, o coelho ter o encargo de visitar as crianças, escondendo os ovinhos para que elas os procurassem e encontrassem. Mas trata-se duma tradição cujas origens não são lá muito certas.
Seja como for, sabe-se também que, no antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento, a vida. E, em muitos outros lugares, o coelho era símbolo da fertilidade, uma vez que se multiplica duma forma rápida e inesgotável. Dá-se o caso também que o coelho é um dos primeiros animais que sai das tocas, ao chegar a Primavera, depois dum período de hibernação. Ora, como a Páscoa acontece sempre nos primeiros dias da Primavera, trazendo nova vida e esperança para toda a humanidade, daí talvez o associar-se esse animal à Páscoa.
Por isso, é fácil de compreender que o coelho tenha a ver com a vida, com a abundância de vida. Daí que os cristãos tenham, também nesse caso, procurado cristianizar esse costume e esse símbolo originalmente pagão dando-lhe um novo significado. Assim, Cristo é essa Vida Nova, inesgotável e abundante de que todos precisamos.
Mas a liturgia do Sábado Santo e do Domingo da Páscoa está repleta de outros símbolos. Como sabem os que costumam participar nas cerimónias religiosas da Semana Santa, no Sábado Santo, a celebração tem início com a bênção do fogo. O simbolismo do fogo tem a ver sobretudo com a purificação e a destruição de tudo o que parece nocivo à agricultura. Mas o fogo é também símbolo de vida, na medida em que proporciona aquecimento sem o qual não é possível a vida (sabemos que não teríamos vida sem o Sol) e o fogo produz igualmente a luz para guiar as pessoas no seu caminhar.
Ora bem, na liturgia, Cristo é esse fogo que veio limpar o mundo do pecado, do desespero e do ódio, pregando e instaurando o Reino de Deus (Mt 3,11; 13,40; Lc 12,49; Hb 12,29). A ressurreição de Jesus é a prova de que Ele destruiu, até a morte, o grande medo humano. O pecado foi vencido e nós recebemos a graça de sermos filhos de Deus, templos de Deus (Gl 4,7; Rm 8,14). A esperança dum mundo novo, justo e solidário, foi reacendida.
Ao simbolismo do fogo está associado também, e naturalmente, o Círio, que se acende precisamente na Vigília Pascal. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que este círio representa a luz de Cristo, que se definiu também como «luz do mundo» (Lc 1,78-79; Jo 1,9): «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8,12). Essa luz significa também a presença de Deus e pode ter uma relação com a coluna luminosa do Êxodo que guiava o povo durante a noite, quando ele fugia do exército dos egípcios (cf. Ex 14,20).
Qualquer pessoa é capaz de descobrir facilmente o simbolismo da água. Na nossa vida diária, utilizamos esse bem precioso para matar a sede, para purificar, para fazer de comer. Sabe-se também que, sem água, a vida não é possível, sendo pois um elemento essencial para que as plantas e os animais possam sobreviver. A água simboliza a pureza, a purificação e a renovação e, por isso, por um lado, implica de alguma forma destruição do que é mau e, por outro lado, é causa de salvação, como aconteceu, por exemplo, na passagem do Mar Vermelho.
Se abrirmos o Evangelho de S. João, depressa descobriremos que Cristo se apresenta como a verdadeira Água: «Quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele fonte de água que dá a vida eterna» (Jo 4,14). Cristo é a Água da vida que livra para sempre do egoísmo e da maldade, como aconteceu com a Samaritana junto do poço de Jacob, aí encontrando um verdadeiro sentido para a vida. Na perspectiva cristã, Jesus, com a sua morte e ressurreição, destrói para sempre a morte, voltando a dar à pessoa o verdadeiro sentido da vida.
Também não é por acaso que a água é o elemento escolhido para significar a nova vida recebida no baptismo; juntamente com o fogo do Espírito. Pois bem, pelo baptismo não é só o que é mau que é destruído; acontece também a introdução numa vida nova. Essa vida é representada pela resposta do ser humano à proposta de Deus que quer fazer do homem seu filho. E então também não é por acaso que, na cerimónia do baptismo, após a bênção da água, se realiza a renovação das promessas baptismais: «Pelo baptismo, fomos sepultados com Ele (Cristo) na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, assim também nós caminhemos para uma vida nova» (Rm 6,4).
O cordeiro é, sem dúvida, o símbolo mais antigo da Páscoa. No Antigo Testamento, a partir da Ceia Pascal, que precedeu a saída dos hebreus da escravidão do Egipto, a Páscoa era celebrada com pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus a favor do seu povo. De facto, é precisamente isso que se pode ler no livro bíblico que fala da libertação ou saída: o Êxodo. Para entender como a ordem foi dada a Moisés e a seu irmão Aarão, nada melhor que citar as próprias palavras desse livro: «Aos dez do primeiro mês (o mês de Abib, também designado por Nissan), tomará cada um deles um animal do rebanho por família; um animal do rebanho por casa… O animal do rebanho para vós será sem defeito, macho, de um ano, e tomá-lo-eis de entre os cordeiros ou de entre os cabritos… Tomar-se-á do sangue e colocar-se-á sobre as duas ombreiras e sobre o dintel da porta das casas em que ele se comer. Comer-se-á a carne assada no forno com pães sem fermento e ervas amargas… E Eu atravessarei a terra do Egipto naquela noite e ferirei todos os primogénitos na terra do Egipto, desde os homens até aos animais, e contra todos os deuses do Egipto farei justiça. Eu, o Senhor. O sangue será para vós um sinal nas casas em que vós estais. Eu verei o sangue e passarei ao largo. E não haverá contra vós nenhuma praga de extermínio. Esse dia será para vós um memorial e vós haveis de festejá-lo como uma festa em honra do Senhor» (Cf. Ex. 12,1-14). Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
Era esta a festa da Páscoa que Jesus celebrava. E foi precisamente esta festa que Jesus celebrou com os seus discípulos na noite da Quinta-Feira Santa. Na Ceia Pascal dos judeus, imolava-se um cordeiro. No Novo Testamento, o próprio Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas para a salvação de toda a humanidade: «Entrou uma só vez no Santuário, não com o sangue de carneiros ou de vitelos, mas com o seu próprio sangue, tendo obtido uma redenção eterna» (Hb 9,12). É a nova Aliança de Deus realizada por intermédio do seu Filho, não apenas com um povo, mas com todos os povos.
É verdade, cerca de 1300 anos depois da Páscoa instituída por Moisés, Jesus entregou-se à morte como o Cordeiro Pascal, fazendo como que personificar em si a figura do cordeiro de que falara o profeta Isaías: «O Senhor carregou sobre ele todos os nossos crimes. Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro» (Is 53,6b-7a). Esta foi a mais importante de todas as comemorações da Páscoa. Houve trevas sobre a terra, as pedras fenderam-se, os sepulcros abriram-se e os mortos ressuscitaram (cf. Mt 27, 52-53).
E o mais importante da Páscoa é que Jesus ressuscitou dos mortos, vencendo a morte. Ele não ficou na sepultura, mas saiu trazendo as chaves do inferno e da morte: «Pela morte Ele destruiu aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo» (cf. Hb2,14). É na Páscoa que recebemos a nossa maior vitória como filhos de Deus! «Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas sim com os pães ázimos da pureza e da verdade» (1Cor 5,7).
Na antiguidade, os lutadores e guerreiros ungiam-se com óleo, pois acreditavam que essa substância lhes dava força. No caso do azeite de oliveira, era um dos principais produtos da Terra Prometida e, portanto, era símbolo de riqueza e abundância. Servia - como, de resto, serve - para alimentar, para iluminar, para curar feridas e para fazer perfumes e ungir sacerdotes e reis.
Nada mais natural, pois, que seja também um elemento utilizado como símbolo no tempo da Páscoa. Para nós, cristãos, os óleos simbolizam a força do Espírito Santo, que nos dá energia para vivermos o Evangelho de Jesus Cristo. Como símbolo pascal, o óleo é usado no Sacramento da Confirmação ou Crisma. Este sacramento é recebido para confirmar a fé recebida no Baptismo. Ao receber o Sacramento da Confirmação, o cristão é fortalecido com o vigor do Espírito Santo e fica habilitado, digamos assim, a ser «soldado de Cristo» para lutar pela difusão da sua mensagem ao seu redor e no mundo.
O óleo é usado também em outros dois sacramentos: a Unção dos Enfermos e a Ordem. É na Quinta Feira Santa que se celebra a missa do Crisma, presidida pelo bispo da Diocese, na qual, dum modo geral, participa a grande parte dos presbíteros. O óleo, misturado com perfumes, simboliza o dom do Espírito.
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Era essa também a base da alimentação na terra de Jesus. Por isso, nada mais natural que Ele, ao instituir a Eucaristia durante a Ceia Pascal, se servisse dos alimentos mais comuns para simbolizar a sua presença constante como sustento espiritual para as pessoas que acreditam nele. Assim, o pão é um elemento simbólico que está sempre presente. Segundo os relatos da Última Ceia, o pão simboliza e transforma-se no corpo de Jesus: «Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei: Isto é o meu corpo"» (Mt 26,26; Mc 14,22; Lc 22,19; 1Cor 11,23-24).
Jesus fez o mesmo gesto de bênção em relação ao cálice com vinho: «Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-o aos discípulos dizendo: "Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados"» (Mt 26,27-28; Mc 14,23-24; Lc 22,20; 1Cor 11,25). O evangelista S. Lucas faz referência a este gesto em outra ocasião. Com efeito, após a ressurreição, durante uma breve ceia com os dois discípulos de Emaús, Jesus repete o gesto de partir o pão e então os discípulos, que até então ainda O não tinham reconhecido, reconhecem-no imediatamente (cf. Lc 24,28-31). .
A Páscoa não calha sempre no mesmo dia
Como ficou dito acima, a Páscoa é a principal festa do judaismo, que comemora a libertação da escravidão a que os judeus estavam sujeitos no Egipto. Essa libertação é assinalada pela passagem (que é o que significa à letra a palavra «Páscoa)» do Mar Vermelho. É sabido que a Páscoa dos judeus é comemorada sempre na primeira Lua Cheia da Primavera. Ora, segundo esse calendário, trata-se naturalmente duma data móvel. Nessa linha e, em termos mais concretos, esse acontecimento ocorre entre o dia 22 de Março e o dia 24 de Abril. É essa também a tradição seguida pela Páscoa cristã.
Seja como for, sendo a Páscoa judaica a festa da libertação do Egipto, com o decorrer do tempo, mesmo na pespectiva judaica, ela vai-se tornando também anúncio da libertação futura, dum modo particular na mentalidade dos profetas: «Sobe a um monte alto, arauto de Sião. Grita com voz forte, arauto de Jerusalém. Levanta a voz sem receio e diz às cidades de Judá: "Aí está o vosso Deus! Olhai, o Senhor Deus vem com a força do seu braço dominador. Olhai, vem com o preço da sua vitória e com a recompensa antecipada» (cf. Is 40,9-10).
A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus precisamente por ocasião da data da primeira Lua Nova da Primavera e é através da memória do sacrifício de Jesus na cruz, como cordeiro imaculado, que se celebra a «passagem» da morte para a vida, da escravidão para a liberdade vivida em Deus. A Páscoa é então sobretudo a vitória de Jesus sobre a morte pela ressurreição.
A cruz plantada na vida
Para além de outros símbolos, não se pode esquecer um dos que identificam imediatamente o cristão. A cruz, instrumento de suplício de Jesus, passou a ser o símbolo do cristianismo. A cruz lembra, é verdade, a forma como Jesus morreu, mas também que Ele venceu a morte e, ressuscitado, passou a viver no Reino da justiça e da paz, para o qual toda a humanidade é convidada.
É certo que a morte na cruz não foi um tipo de condenação específico reservado a Jesus, pois, naquele tempo, era um castigo comum entre os romanos, que então dominavam a Palestina. Mas, graças à sua ressurreição, a cruz de Jesus passou a ser um símbolo, não de derrota e aniquilamento, mas sim de vitória. Jesus, apesar de ser Filho de Deus, morreu da forma mais hodionda e horrorosa, mas dessa cruz nasceu a redenção e a certeza de que o homem, para Deus, deve ser muito importante, para Jesus se sujeitar ao mais vergonhoso dos castigos para lhe demonstrar que, por ele, homem, tudo estava disposto a suportar. É o que diz claramente o apóstolo S. Paulo: «A nós, que outrora andávamos afastados e éramos inimigos... agora Cristo reconciliou-nos no seu corpo carnal, pela sua morte, para nos apresentar santos, imaculados e irrepreensíveis dante de Deus» (cf. Cl 1,21-22).
MENSAGENS DE PÁSCOA


Houve sofrimento,
Todavia,
Ressureição diária
Autor: Paulo Peres
A MOÇA DAS MAÇÃS
Um grupo de vendedores foi a uma convenção de vendas. Todos tinham prometido às esposas que chegariam a tempo de cear na noite de Natal. Mesmo sem contratempos, a convenção terminou um pouco tarde e chegaram atrasados ao aeroporto. Entraram todos com suas passagens e documentos na mão, correndo pelos corredores.
De repente, e sem querer, um desses vendedores tropeçou numa mesa que tinha uma cesta de maçãs. As maçãs saíram voando por toda a parte. Sem se deter, nem voltar atrás, os vendedores seguiram correndo e conseguiram subir no avião. Todos, menos um.
Este se deteve, respirou fundo e experimentou um sentimento de compaixão pela dona da banca de maçãs. Deixou seus amigos, que seguiram sem ele, e pediu a um deles que, ao chegar, chamasse sua esposa e explicasse que ele iria chegar em um vôo mais tarde.
Logo, voltou ao terminal e encontrou todas as maçãs jogadas pelo chão. Sua surpresa foi enorme ao notar que a dona da banca era uma moça cega. E a encontrou chorando, com muitas lágrimas escorrendo por suas faces. Tateava o piso, tentando, em vão, recolher as maçãs, enquanto a multidão passava, vertiginosa, sem se deter, sem se importar com o fato.
O homem se ajoelhou com ela, juntou as maçãs, colocou-as na cesta e ajudou-a a montar a banca novamente. Enquanto fazia isso se deu conta de que muitas haviam batido e estavam machucadas. Então, pegou-as e colocou-as em outra cesta. Quando terminou, pegou sua carteira e disse à moça:
E com você? As pessoas o confundem com Jesus?
Você é a menina dos olhos d’Ele.
Comecemos a viver como se valêssemos o preço que Ele pagou!
Os amigos do vendedor nunca chegaram a avisar a esposa do colega,
Autor: Não mencionado
Hoje é Páscoa, é Alegria!!!
Desejo que todos os Ovinhos de Páscoa,os Abraços e Felicitações
UMA FELIZ PÁSCOA!!!!
Autora: Criszinh@
BOA PÁSCOA
A todos vocês, que durante todo o ano me fazem reencontrar o significado de viver, apesar das múltiplas dores e dificuldades às quais a vida nos sujeita em suas rotineiras "paixões", e cujas presenças e amizade são sempre motivo de ressurreições de sentimentos puros, confortantes e iluminados.
Que não restem desse Domingo apenas inumeráveis embalagens de bombons e ovos de chocolate pela casa, mas a lição da alegria inocente das crianças; não apenas espinhas de peixe, pratos vazios, restos de fartura, mas a fé, que alimenta a alma; não apenas garrafas de vinhos intermináveis, mas a embriaguez da alegria de viver, não apenas a casa desarrumada, mas a alma pacificada pelo perdão, pelo conforto da família e dos amigos, pela certeza de que vale a pena continuar, ressuscitar das dores, acreditar na misericórdia do Pai que, na sua maneira inexplicável de responder às nossas preces,quer apenas que sejamos humanos.
BOA PÁSCOA!
Que este domingo seja muito bom,
A páscoa é a ressurreição de Cristo, é o seu renascimento.
Por isso nada melhor do que aproveitar este domingo para refletir.
Fazer o levantamento da vida para saber se é necessário recomeçar,
Seja para o novo modo de vida, para o amor, para amizade.
Enfim, se na sua vida existe algo que não está bom, porque não parar,
Autor: Não mencionado
Pensei em algo simples,pois meu desejo é um só:
Te fazer sentir o quanto é importante ser amigo, um algo assim parate deixar de alto astral!
A vida agitada nos deixa um pouco de fora da vida dos amigos, e no nosso dia-a-dia parece que não sobra tempo para dizermos o quanto as pessoas que estão ao nosso redors ão importantes para mim...
Senti necessecidade de dizer o quanto você é importante...
E foi por isso que eu resolvi aproveitar esta época de Páscoa para largar tudo o que estava fazendo e te mandar esta mensagem...
Quero dizer que sua amizade é preciosa para mim e que você estará sempre num lugar especial dentro do meu coração.
A Páscoa é amor, é fraternidade, é União..
Feliz Páscoa!!!!
Autora: Bethpml
O MISTÉRIO DA ROSA LILÁS
A Sexta-feira da Paixão é uma data cósmica. Nos éteres planetários existe uma gigantesca cruz de luz branca, de cujo centro brota e aos poucos desabrocha um imenso botão de rosa lilás,
Ao meio dia, essa rosa alcança o ápice do desabrochar e, de seu interior, emana o néctar da Misericórdia e Compaixão. Seu doce perfume envolve todo planeta e cada criatura. Essa doce radiação, que vem das profundezas do Coração do Cristo Crucificado, tudo abençoa,
Da mesma forma que há dois mil anos o Cristo foi traído, criticado, hostilizado, julgado e condenado, continuamos a cometer atrocidades semelhantes contra o nosso Cristo Interior e contra o Cristo em nossos semelhantes
A crucificação do Cristo Interior acontece sempre que confiamos no mundo exterior, ou seja, no dinheiro, remédios, oráculos e toda sorte de absurdos. Acontece quando nos esquecemos do poder total e único do nosso Cristo Interior
Ao deixarmos de confiar na vida, a centelha Crística que nos habita, acreditamos que: “eu não sou, eu não tenho, eu não posso, eu estou doente etc”, assim retirando o poder da Divindade que somos, que é saúde plena e a fonte de toda sabedoria, riqueza e abundância, que é Senhor do nosso mundo, nosso mestre interior, o nosso guia.
Cada pensamento de separatividade, de desamor, cada palavra de crítica ou julgamento é um espinho que fincamos na cabeça do Cristo em nossos semelhantes. Cada pensamento ou palavra de desconfiança ou condenação que emitimos contra alguém é mais um prego crucificando o Cristo naquela pessoa.
Quando o homem põe fogo na terra, queimando e devastando árvores e seres vivos indefesos, a pródiga Mãe Natureza envolve todos esses erros com seu manto de misericórdia e, generosamente, manda a chuva que apaga o fogo. E faz brotar, da devastação, flores belas e perfumadas.
Semelhantemente, dos éteres planetários onde permanece a cruz, do centro do coração crucificado, Deus-Mãe faz brotar essa rosa lilás que desabrocha em misericórdia e regeneração para toda a humanidade.
Conectando-se com este Centro de Transmutação, cada um de nós pode voltar-se para o Cristo Interior e, com a ação balsamizante do perfume da rosa lilás, retirar os espinhos e pregos, e regenerar o Cristo em nós e em cada pessoa, devolvendo-lhe todo o amor, poder,
Então, no Domingo de Páscoa, todos podemos desfrutar da Chama da Ascensão, entrando na plena consciência de “Eu Sou a Ressurreição e a Vida”.
Autor: Lucia Helena dos Santos
Autor: não mencionado
Com sua ressurreição, Jesus nos fez
É Páscoa: tempo de esperança e ação.
Depois da ressurreição, a cruz tornou-se
Que a luz do Ressuscitado ilumine seu caminho
Autor: não mecionado
Na Tchecoslováquia
Na Alemanha
Na Itália
No Laos
Na Macedônia
Em Inglês
Na França
Na Grécia
Na China
Em árabe
Na Croácia
Feliz Páscoa amigos......
Autor: Não mencionadoEnviado
Quero uma Páscoa no meu país,
Quero uma Páscoa no meu país,
Só assim o pobre não precisará
Quero uma Páscoa no meu país,
Autor: Odilon Massalar Chaves
Sua proposta de vida não foi entendida por muitos. Condenaram este homem e crucificaram-no, ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor.
Houve dor, angústia e escuridão. Por três dias, o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que, ao terceiro dia, a vida aconteceu.
A Páscoa existe para nos lembrar deste espetáculo inigualável chamado ressurreição.
Autor: Não mencionado
Sábado Santo: Vigília Pascal
SEXTA-FEIRA SANTA

Cerimônia de Lava Pés - 2008









A celebração começou com a procissão de entrada, reunindo um grande número de ministros da Eucaristia, juntamente com o padre Cézar e o Diácono Wilson. O comentário inicial ficou por conta da Irmã Ana Paula que visitava a cidade e sua família.
Após a leitura do Evangelho , Pe. Cézar, repete o gesto de Cristo ao lavar os pés de pessoas da comunidade, gesto de humildade e serviço.
Com toda a certeza foi um momento marcante navida dos fiéis que ali se encontravam.
Reflexão:
O primeiro versículo do capítulo 13 é uma espécie de síntese de toda a segunda parte do evangelho. Fala-se da festa da Páscoa, que já não é a "Páscoa dos judeus" e sim a de Jesus. A palavra "Páscoa" significa "passagem".
Jesus vai passar deste mundo para o Pai. É a sua hora, a sua Páscoa. Essa "hora" se caracteriza pelo amor: "Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (13,1), ou seja, até as últimas conseqüências do gesto de amar, até afirmar, na cruz,: "Tudo está realizado" (19,30).O que vem a seguir é explicação e aprofundamento do que significa "amar até o fim". Temos, assim, o episódio do lava-pés. O lava-pés acontece dentro de uma refeição fraterna. No evangelho de João não se trata da Páscoa judaica. É uma simples refeição, símbolo da partilha e da fraternidade que reina entre as pessoas que se amam.
Todavia, entre essas pessoas há quem não sintoniza com a fraternidade e a partilha: é Judas Iscariotes, do qual já ouvimos falar que era ladrão. O diabo, ou seja, o desejo e a ganância de ter e acumular tomou conta dele. Por isso está disposto a trair Jesus (13,2).
A refeição já começou. Em meio ao jantar, Jesus se levanta, tira o manto, pega uma toalha e a amarra na cintura. Pega água e uma bacia, e começa a lavar e a enxugar os pés dos discípulos. Naquele tempo, somente as pessoas livres é que se sentavam para tomar refeição. Jesus, portanto, está agindo consciente e livremente. Tirar o manto significa abrir mão de todo privilégio ou posição social. Ele se esvazia completamente, e se põe a fazer o que faziam os escravos não-judeus ou as mulheres, pois eram eles que deviam lavar os pés de seus senhores.
O evangelho não diz quem foi o primeiro a ter os pés lavados (será que não foi você?). Isso é sinal de que Jesus não privilegia ninguém. Todos recebem seu amor-serviço de modo igual e imparcial, inclusive o traidor.
Entra em cena Simão Pedro. Ele, desde seu primeiro encontro com Jesus, recebe um nome novo (cf1,42). Isso significa que Simão Pedro representa aquelas pessoas que seguem a Jesus, mas ainda não se "encontraram", não acharam sua identidade de discípulo. è por isso que Simão Pedro reage com energia. Ele continua acreditando que é muito normal que numa comunidade alguns sejam senhores e outros sejam servos, os primeiros cheios de direitos e os segundos cheios de deveres. Ele crê piamente numa sociedade de disiguais. Por isso não admite que o Senhor lhe lave os pés. A resposta de Jesus põe Simão Pedro diante de uma opção: na comunidade, não participa do projeto de Jesus aquele que crê e age como se estivesse numa sociedade de desiguais: "Se eu não o lavar. você não terá´parte comigo" (13,8).
Simão Pedro cede, mas certamente ainda não entendeu o alcance do gesto de Jesus: "Senhor, então podes lavar não só os pés, mas até as mãos e a cabeça" (13,9). A questão é esta: Será que Simão Pedro está disposto a solidarizar com Jesus até o fim? A narrativa da paixão irá mostrar que Simão ficou extremamente frustrado com Jesus. Por isso negará três vezes ser discípulo dele.Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus retoma o manto e senta de novo à mesa, ou seja, volta à condição de pessoa livre. Aqui há um detalhe importante: o evangelho não diz que Jesus tenha tirado a toalha, símbolo do serviço por amor. Temos a impress~]ao de que ele vestiu o manto por cima da toalha. Esse pormenor é muito significativo, pois o serviço de Jesus continuará até a cruz. Pouco antes de morrer dira: "Tudo está realizado" (19,30). O lava-pés de Jesus termina na cruz, na entrega da vida por amor. Seu serviço será completo quando der a vida totalmente.
O que vem em seguida tem valor de testamento: "Vocês compreenderam o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou Mestre e Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu, que sou o Mestre e Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz" (13, 12-15). Há diferença entre Jesus e seus discípulos: ele é o Mestre e o Senhor; eles os seus amigos. Mas essa diferença não é motivo para dominação. O mestre e Senhor fez-se servo para doar a vida. Como deverão ser os que pretendem segui-lo? Qual deverá ser a prática dos discípulos de Jesus?
Estamos nos preparando para a Páscoa, desejo que Jesus esteja vivo em todos os corações aquecendo-os para que juntos, sejamos capazes de construir um mundo mais pacífico e humano.
Deixo um grande abraço a todos.
Amém!